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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s elevou os ratings da Aracruz (ARCZ6) nesta quinta-feira (16), passando de Ba2 para Ba1 na escala global, e de A1.br para Aa2.br na escala nacional. Apesar disso, a perspectiva das notas é negativa.
Segundo a Moody’s, a elevação deveu-se à conclusão da aquisição pela Votorantim Celulose e Papel S.A. (VCPA4) de participação na Arapar S.A. e Arainvest S.A. da Aracruz pelo valor de R$ 5,42 bilhões, tornando a VCP controladora da companhia.
“A elevação do rating reflete a equalização dos ratings da Aracruz e da VCP visto que esperamos que as duas empresas operem completamente integradas no futuro próximo”, declarou a Moody’s, que considera a aquisição um aspecto positivo ao crédito, dados os benefícios de maior escala, diversificação operacional e geográfica, bem como potenciais sinergias.
Ratings
O rating da Aracruz, de acordo com a Moody’s, é suportado por sua posição como fornecedor global de celulose branqueada de eucalipto e seu custo de produção competitivo, que está entre os menores do mundo. Porém, a baixa diversidade de produtos da companhia e o seu tamanho relativamente pequeno – com base em receita líquida -, são fatores limitantes para seu rating.
Para o âmbito nacional, a agência destaca que o rating reflete a posição da qualidade de crédito da Aracruz em relação aos outros emissores domésticos. Por sua vez, a perspectiva negativa dos ratings reflete a visão da Moody’s de que os preços de celulose irão permanecer baixos no curto prazo, limitando o fluxo de caixa livre para redução de dívida.