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SÃO PAULO – A recente disparada nas bolsas de valores tem levado muita gente a acreditar que o pior da crise já ficou pra trás. Aumento na procura por commodities, queda na cotação do dólar e dados mais amenos sobre a economia mundial deram ânimo aos investidores, que aumentaram sua exposição a ativos de risco.
No caso brasileiro, a situação não é diferente. Basta observar o comportamento do principal índice da bolsa para perceber tal trajetória: ao longo do ano, o Ibovespa já acumula ganhos de 16%, beirando os 44 mil pontos.
Diante deste panorama, muitas dúvidas ficam na cabeça do investidor que, mais uma vez, se questiona se está na hora de optar pela renda variável. Os estrangeiros estão voltando? A equipe da Gradual Investimentos pensou no assunto e tentou responder a essa pergunta nesta sexta-feira (3).
Volta às compras?
“Neste cenário é natural que alguns administradores de recursos voltem a ter no radar o Brasil como uma opção”, comenta a corretora sobre o tema. Os números do banco de dados da BM&F Bovespa indicam que, no começo de fevereiro, o fluxo de estrangeiros de fato tornou-se positivo, algo que não acontecia desde maio do ano passado.
Levantamento feito em março indica que essa trajetória conseguiu ser preservada e, de acordo com os dados divulgados na última quinta-feira, o saldo positivo aumentou para quase US$ 2 bilhões. Porém, para o time de analistas, ainda é muito cedo para afirmar que esta é de fato uma tendência.
Cautela prevalece
“Os riscos envolvidos ainda são altos para um estrangeiro voltar a aplicar no País; a taxa de câmbio, por exemplo, ainda não tem uma tendência definida e saber este fator é crucial para qualquer tomada de decisão”, avalia a Gradual. “No entanto, é interessante notar que a bolsa está sendo vista com bons olhos de novo”.
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Segundo a equipe de investimentos, no campo econômico as notícias continuam variando conforme a “lente” que se usa. Na margem, os dados começam a vir bons, a exemplo da opinião mais recente dos empresários europeus sobre o clima dos negócios.
Em março, o PMI registrou cerca de 38 pontos, valor acima dos 36 observados no mês anterior. Porém, no mesmo período do ano passado, a pontuação beirava 50. “Vemos uma melhora na margem, mas ainda estamos longe de chegar ao zero-a-zero pré-crise”, conclui a equipe.