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SÃO PAULO – Com o mercado de trabalho competitivo, empreender pode ser uma alternativa, e os parlamentares já percebem esta realidade.
Isso porque a Câmara analisa o Projeto de Lei 238/07, o qual inclui a matéria empreendedorismo nos ensinos médio e profissionalizante de forma extracurricular. Para que o assunto seja implantado, porém, as instituições de ensino terão dois anos de prazo depois da aprovação da proposta.
De acordo com o autor do PL, senador Marcos Guerra (PSDB-ES), a capacidade de empreender é uma das competências essenciais da inovação. Aplicar este tipo de assunto no ensino médio e profissional contribuirá para o surgimento de novos negócios, para a geração de renda e emprego e o exercício da cidadania.
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Universidades também têm problemas
De acordo com pesquisa realizada pelo Sistema Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), muitos universitários esperam que as faculdades ensinem como empreender. A medida, portanto, não está sendo tomada, o que exige que os próprios alunos corram atrás deste diferencial.
Para o presidente da Firjan, Carlos Mariani Bittencourt, a sondagem mostra “um paredão para os jovens quando chegam ao final da universidade”, já que não contam com o conhecimento para abrirem um negócio, o que seria uma alternativa para o desemprego.
Por isso, o próprio universitário deve reivindicar este tipo de conhecimento. Para quem já se formou, a alternativa é fazer cursos de curta duração complementares que possam dar uma noção básica sobre o assunto.
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Dicas para começar
- Para empreender, fazer um bom plano de negócios é fundamental. Não basta ter o dinheiro para iniciar o negócio, sem ter uma reserva para manter o empreendimento enquanto ele não der o retorno esperado;
- Reciclar-se. É sempre importante se manter atualizado participando de palestras e feiras do setor;
- Ter perseverança. Um negócio costuma demorar dois anos para dar lucro.