Publicidade
SÃO PAULO – Depois de ter rompido a barreira dos R$ 2,50 e ter fechado no menor patamar desde maio de 2002 na última sessão, o dólar comercial mantém a trajetória de queda nesta quarta-feira, sob a influência da ausência do Banco Central das negociações no mercado de câmbio.
Na última terça-feira, a autoridade monetária desistiu da realização de leilão de swap cambial, pela oitava semana consecutiva. A operação vinha sendo adotada com o objetivo de reduzir a exposição cambial do governo e, como efeito prático, promovia a compra de dólares no mercado futuro, o que impulsionava a divisa.
Com a decisão do BC, nem mesmo os sinais de aceleração da inflação de abril foram suficientes para impulsionar a moeda norte-americana nesta quarta-feira. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe apurou uma inflação de 0,83%, em abril, acima da variação de 0,79% registrada no mês anterior.
Dólar segue em queda
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,4680 na compra e R$ 2,4710
na venda, forte baixa de 0,84% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,7790, representando um ágio de 12,60%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,25% em maio, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 6,86%.
Dólar futuro na BM&F
também opera em queda
Continua depois da publicidade
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho
opera cotado a R$ 2.497,
forte baixa de 0,93% em relação ao fechamento
de R$ 2.521
da última terça-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, opera em forte baixa de 0,82%,
atingindo R$ 2.535 frente
à R$ 2.556 do fechamento de
terça-feira.