CST: destaque de dividend yield da América Latina, para a Merrill Lynch

Ação é a melhor opção defensiva, com dividend yield de 12%; setor siderúrgico aparece em destaque na classificação do banco

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SÃO PAULO – Dentre os papéis acompanhados pelo banco de investimentos Merrill Lynch, a CST (Companhia Siderúrgica Tubarão) deve liderar o ranking dos principais pagadores de dividendos da América Latina em 2005, segundo projeções da instituição norte-americana.

Com um dividend yield estimado em 12% para este ano, as ações da siderúrgica são acompanhadas pelas da Telesp Fixa na ponta da classificação.

Vale destacar a melhora da política de distribuição de dividendos das empresas brasileiras, uma vez que entre as dez empresas de maior dividend yield da América Latina, sete são brasileiras.

Setor siderúrgico bem representado

O setor siderúrgico brasileiro contribui com quatro empresas entre as dez primeiras do ranking da Merrill Lynch. A CST lidera, com dividend yield projetado de 12%, sendo recomendadas como a melhor opção defensiva contra qualquer deterioração no crescimento da economia brasileira.

O quinto lugar fica com a Usiminas, que, juntamente com a CSN (10º lugar), é recomendada como a melhor opção defensiva contra as oscilações dos preços internacionais do aço, dada a sua forte exposição ao mercado doméstico. O dividend yield projetado para os papéis da Usiminas é de 10%.

Outra empresa do setor que aparece na lista é a Gerdau. Ocupando o nono lugar no ranking da Merrill Lynch, as ações da maior fabricante de aços longos do país devem apresentar um dividend yield de 6% em 2005.

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Setor telecom também é destaque

O setor telecom também aparece em destaque na classificação do banco norte-americano. A Telesp Fixa ocupa o primeiro lugar, empatada com a CST e pagando um dividend yield de 12%.

Completam a lista das empresas brasileiras a Cemig (6º lugar e yield de 9%) e a Tele Norte Leste (7º lugar e retorno de dividendos de 7%).