Bolsas dos EUA fecham em queda com aumento da tensão no Oriente Médio

As bolsas norte-americanas encerraram os negócios desta segunda-feira em queda. Os ataques de Israel à Palestina deixaram os investidores temerosos de um novo aumento nas tensões no Oriente Médio, o que pode incitar novas retaliações. Os israelenses afirmaram que o ataque é uma resposta para as agressões sofridas em Jerusalém e Haifa que mataram 28 […]

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As bolsas norte-americanas encerraram os negócios desta segunda-feira em queda. Os ataques de Israel à Palestina deixaram os investidores temerosos de um novo aumento nas tensões no Oriente Médio, o que pode incitar novas retaliações. Os israelenses afirmaram que o ataque é uma resposta para as agressões sofridas em Jerusalém e Haifa que mataram 28 pessoas. O pedido de falência da Enron, gigante americana do setor de energia também contribuiu para o clima de pessimismo.

Ford pode anunciar perdas no financiamento de veículos durante a semana

Um dos destaques de queda ficou com a gigante automobilística Ford. O mercado espera que a empresa divulgue ainda nesta semana que as taxas de juros próximas a zero para o financiamento de seus veículos e o forte crescimento da inadimplência devam afetar duramente os resultados da companhia. Investidores projetam um prejuízo de até US$ 0,35 por ação, frente as estimativas anteriores de perdas próximas a US$ 0,01 por ação. Os papéis da empresa fecharam com uma desvalorização de 6,02%.

Citigroup é prejudicado pela Argentina

Já as ações do conglomerado financeiro Citigroup encerraram em baixa de 2,07%. As ações do banco foram afetadas pela eminência de um calote a ser declarado pela Argentina, que impôs um rígido controle de capitais durante o final de semana. Os papéis da instituição financeira já haviam sido prejudicados pela possibilidade de falência da Enron, que poderia causar prejuízos de centenas de milhões de dólares.

O índice Dow Jones Industrial, que reúne as 30 blue chips dos EUA, encerrou os negócios desta segunda-feira em queda de 0,89%, sendo cotado a 9.763, 96 pontos. As maiores desvalorizações ficaram com General Electric (-4,10%), o conglomerado financeiro JP Morgan Chase (-3,10%), Walt Disney (-2,34%), a operadora de cartões de crédito American Express (-2,34%) e HP (-2,23%). Em sentido oposto, as maiores valorizações ficaram com a operadora de telecomunicações SBC Communications (+1,85%), a farmacêutica Merck (+1,11%), Microsoft (+0,87%), a petrolífera Exxon Mobil (+0,70%) e Eastman Kodak (+0,69%).

O índice Nasdaq Composite, que acompanha a performance das companhias listadas na bolsa eletrônica, fechou com uma desvalorização de 1,33%, sendo cotado a 1.904,89 pontos. As principais quedas ficaram com a empresa de biotecnologia Medimmune (-11,95%), a varejista Amazon (-7,33%), a companhia de comunicações Level 3 (-5,73%), Sun Microsystems (-5,20%) e da fabricante de circuitos integrados Xilinx (-3,41%). Por outro lado, os destaques de alta ficaram com a 3Com (+4,02%), Nextel (+2,33%), o mega-portal Yahoo! (+1,67%) e a operadora de TV a cabo Comcast (+0,95%).

O índice S&P500, que mede o desempenho das 500 mais importantes empresa do mercado norte-americano, terminou o dia em queda 0,84%, sendo cotado a 1.129,90 pontos. Os destaques de desvalorização ficaram com Ford Motor (-6,02%), AOL Time Warner (-3,78%) e a fabricante de equipamentos de rede Cisco Systems (-2,84%). Em sentido contrário, as principais altas ficaram com a construtora Schlumberger (+2,96%), o laboratório farmacêutico Pfizer (+0,88%) e a Pepsico (+0,33%).

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