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As bolsas norte-americanas terminaram as negociações desta sexta-feira em alta. O mercado foi impulsionado pelas notícias de deflação no índice de preços ao produtor e de aumento na confiança dos consumidores norte-americanos. A confiança dos consumidores, medida pela Universidade de Michigan, ficou 83,5, o que representa um aumento na comparação com os 82,7 do mês passado. Esse aumento na confiança pode significar uma elevação no consumo das famílias, o que poderia sustentar uma retomada da expansão da economia norte-americana.
Preços ao atacado nos EUA caem em outubro
O PPI, índice de preços ao produtor dos EUA, apresentou uma retração de 1,6% em outubro, frente à inflação de 0,4% registrada em setembro. Este resultado mostra que a estabilidade de preços pode estar garantida, pois um aumento de preços ao produtor poderia influenciar os preços ao consumidor. Esta estabilidade dos preços pode incentivar novos cortes das taxas de juros pelo Federal Reserve, já que este não ficará temendo os efeitos inflacionários da medida.
Estratégia do novo presidente da Palm é de cisão
O destaque de valorização de hoje ficou com a Palm, fabricante de computadores portáteis, que anunciou o nome de seu novo presidente, Carl Yankowski. Ele terá pela frente o desafio de recuperara a companhia que tem perdido mercado e viu seus papéis despencarem 91% este ano. A estratégia do novo presidente é de dividir a Palm em duas áreas independentes, o que teoricamente daria maior agilidade para a empresa. Os papéis da Palm encerraram as negociações em alta de 17,62%.
Ataques terroristas afetam duramente a Disney
Já a Walt Disney reportou um lucro líquido de US$ 0,03 por ação, frente ao lucro de US$ 0,11 por ação do mesmo período do ano anterior. Já as receitas caíram de US$ 6,1 bilhões para US$ 5,8 bilhões no período analisado acima. A empresa foi duramente atingida pelos efeitos do ataque de 11 de setembro, que reduziu drasticamente a visitação a seus parques. A Disney também afirmou que a seu lucro deverá ficar 50% menor neste trimestre do que foi registrado nesta época no ano 2000. Mesmo com este resultado, as ações da companhia fecharam em alta de 0,80%.
Principais índices fecham em alta
O índice Dow Jones Industrial, que acompanha o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, fechou a pregão com valorização de 0,21%, sendo cotado a 9.608,00 pontos. As maiores altas ficaram com HP (+3,49%), a petrolífera Exxon Mobil (+1,90%), Microsoft (+1,23%), a operadora de telecomunicações SBC Communications (+1,18%) e a varejista Wal-Mart (+1,10%). Em sentido oposto, as maiores quedas ficaram com a fabricante de aeronaves Boeing (-4,76%), Intel (-1,45%), AT&T (-1,16%), Du Pont (-1,06%) e Eastman Kodak (-0,95%).
O índice Nasdaq Composite, que mede o desempenho das ações das empresas de tecnologia, terminou o dia registrando pequena valorização de 0,04%, sendo cotado a 1.828,48 pontos. Dentre as altas se destacaram Palm, Level 3 (+9,96%), a empresa de equipamentos de transmissão de dados Broadcom (+5,63%), Nextel (+5,32%) e o portal Yahoo! (+4,57%). Em sentido contrário, os destaques de queda ficaram com Sun Microsystems (-2,64%), Qualcomm (-1,55%), Dell Computer (-1,49%), a empresa de biotecnologia Biogen (-1,31%) e a operadora de TV a cabo Comcast (-1,03%).
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O índice S&P500, que reúne as 500 maiores empresas norte-americanas, encerrou as negociações com alta de 0,16%, sendo cotado a 1.120,31 pontos. As principais altas foram a fabricante de componentes para fibras-óticas JDS Uniphase (+3,97%), a construtora Schlumberger (+3,09%), a companhia de softwares para B2B Siebel Systems (+2,77%), Enron (+2,62%) e as ações da Nortel (+2,59%). Em outra direção, destacaram-se entres as quedas os papéis da farmacêutica Schering-Plough (-3,37%), da Compaq (-3,25%), da Mattel (-2,87%), da Xerox (-2,54%) e da fabricante de materiais esportivos Reebok (-2,39%).