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O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou há pouco o PPI (Producer Price Index) referente ao mês de outubro. O índice, que mede a variação dos preços aos produtores, acusou variação negativa de 1,6% em relação ao mês anterior, apresentando uma retração dos preços maior do que os 0,3% de queda esperados pelo mercado. Em setembro, o PPI subiu 0,4%, enquanto em junho a retração também foi de 0,4%.
Combustíveis comandaram o recuo dos preços
Esta retração dos preços aos produtores reflete a desaceleração dos combustíveis, em resposta à queda da cotação internacional do petróleo. Os preços aos produtores da gasolina (-21,2%) e do diesel (-20,9%) registraram a maior retração no período de coleta. Foi divulgado também o Core PPI, que desconsidera a variação nos preços da energia e alimentos, que são considerados muito voláteis. O Core PPI decresceu 0,5%. O índice havia crescido 0,1% em setembro.
Deflação suporta política do Fed, mas pode comprometer consumo
Com a nova retração dos preços dos produtores em outubro, os índices de inflação nos EUA permanecem controlados, deixando o Fed bastante tranqüilo para dar continuidade à sua política de cortes dos juros sem se preocupar com os efeitos inflacionários de um aumento do consumo.
De qualquer forma, se os índices de inflação continuarem a mostrar retração dos preços, e com isso formar tendência de preços menores ao longo do tempo, os consumidores poderão adiar compras para esperar que os preços caiam ainda mais e desta forma atrasar a recuperação econômica norte-americana.