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As principais bolsas latino-americanas fecharam o pregão dessa terça-feira em direções opostas. O índice Merval de Buenos Aires, que operou ao longo do dia em queda devido ao risco de default, acabou fechando em alta, por conta da retomada das negociações entre governo federal e províncias. Já o mercado mexicano encerrou em queda, influenciado pelo mercado norte-americano.
De la Rúa volta a negar moratória e dolarização
Novamente, o presidente Fernando De la Rúa declarou que não haverá moratória, nem desvalorização do peso. Ainda hoje, ele se reunirá com representantes de diversas forças políticas do país com a finalidade de apresentar as novas medidas econômicas, assim como o plano de reestruturação da dívida. O presidente ainda completou que a reestruturação da dívida será voluntária, não havendo nenhum movimento impositivo. Mesmo com as declarações de De la Rúa, dificilmente o país conseguirá recuperar a confianças do investidores internacionais. O risco país fechou hoje em 2.043 pontos, o que mostra sua delicada situação que atravessa a Argentina.
Por outro lado, a discussão entre as províncias e governo federal parecia estar longe de ter fim. Enquanto os governadores continuavam reivindicando verbas do fundo de co-participação da nação, o ministro Cavallo declarava não possuir dinheiro. O governadro de Buenos Aires, Carlos Ruckauf, disse hoje que já houve uma moratória interna, já que as verbas não foram entregues. Neste sentido, seu governo será obrigado a pagar o funcionalismo com uma mistura de patacones e pesos. Aparentemente, as negociações voltaram a tomar um rumo mais preciso, e talvez em breve será possível chegar a um acordo. Mesmo porque governadores da oposição poderão rever suas posições diante do impasse dos fundos de co-participação aceitando a proposta federal.
O índice Merval encerrou suas operações em alta de 1,84%, cotado a 223,58 pontos. As principais valorizações ficaram com a holding Perez Companc (+3,00%), Molinos (+2,94%), Grupo Financiero Galícia (+2,75%) e Sovay Indupa (+2,51%). Por outro lado, as quedas mais importantes ficaram com a companhia química Atanor (-5,17%), Ledesma (-4,59%), e as siderúrgicas Siderca (-4,07%) e Acindar (-3,55%).
México não crescerá em 2001
De acordo com o Banco de México, o país apresentará uma retração econômica no terceiro trimestre desse ano de 1,0% a 1,5%. Em relação ao ano inteiro, a economia mexicana registrará um crescimento nulo. O país continua sofrendo com o desaquecimento econômico norte-americano, já que os EUA são seu principal parceiro comercial. Além disso, o mercado mexicano foi fortemente afetado pela divulgação do índice de confiança do consumidor norte-americano, que caiu para o patamar mais baixo desde 1994, ficando em 85,5.
O índice IPC da Bolsa Mexicana de Valores encerrou em queda de 1,25%, cotado a 5.529,18 pontos. Os principais destaques de desvalorização foram da empresa de softwares Savia (-5,66%), Tubos de Acero de México (-4,52%), Grupo Financiero Inbursa (-2,52%) e da empresa de telecomunicações Carso Global (-1,93%). Já as altas mais importantes foram Grupo Industrial Maseca (+4,02%), Empresas ICA (+1,85%) e Grupo Industrial Alfa (+1,47%).
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