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Nesta quinta-feira, o índice Merval voltou a cair na Argentina, com investidores ainda apreensivo ao pacote econômico, que deverá ser anunciado em breve pelo ministro Cavallo. Além disso, indicadores econômicos argentinos causam preocupação no mercado. No mesmo sentido, o índice IPC do México também registrou queda, seguindo a tendência do Dow Jones, que acompanha o desempenho das 30 blue chips norte-americanas, que fechou em baixa de 0,75%.
Produção industrial cai 8,2% na Argentina
A indústria argentina apresentou em setembro uma retração de 8,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa o nível mais baixo da produção industrial desde 1994. Essa queda está relacionada com a diminuição na demanda de bens, sobretudo os duráveis. O consumidor está bastante inseguro, temendo perder emprego e novas reduções dos níveis salariais e das aposentadorias. Isso mostra claramente o efeito devastador que teve o corte nos gastos públicos sobre a economia argentina. O governo federal pára de gastar, a população compra menos e a economia encontra cada vez mais entraves para se recuperar.
O presidente Fernando de la Rúa voltou a comentar hoje que não há chances para a desvalorização do peso, nem para a moratória, porém ainda existe a possibilidade de uma dolarização na economia. Para aliviar o impacto da crise nos setores mais carente da população, o governo pretende introduzir no país uma espécie de programa Bolsa-Escola adotado no Brasil, com uma bolsa de 150 pesos para famílias que tiverem seus filhos matriculados na escola. Isso estaria entre as medidas do novo pacote econômico, ansiosamente esperado pelo mercado, que ainda está sendo elaborado pela equipe econômica do país.
Após dois dias consecutivos de fortes altas, o índice Merval da bolsa de Buenos Aires encerrou o pregão em queda de 0,21%, cotado a 251,06 pontos. As principais baixas ficaram com a siderúrgica Acindar (-8,51%), a montadora Renault (-5,88%), Molinos (-3,48%) e a Telecom de Argentina (-3,47%). Já as valorizações mais importantes ficou com o setor financeiro, como o Bansud (+9,87%), Banco de Galícia y Buenos Aires (+4,32%) e Banco Francés (+2,60%).
Crédito deve diminuir no México
Como conseqüência do desaquecimento econômico, o setor financeiro mexicano vem apresentam uma diminuição em suas captações, o que o obrigará a promover uma diminuição no volume de créditos, ao contrário do que se previa anteriormente. A economia mexicana vem sendo impactada pela queda no crescimento dos EUA, seu principal parceiro comercial.
Por sua vez, o índice IPC da Bolsa Mexicana de Valores fechou em queda de 0,22%, cotado a 5.529,75 pontos. As desvalorizações mais importantes ficaram por conta da siderúrgica Tubos de Acero de México (-5,89%), Grupo Modelo (-2,87%) e Fomento Económico (-1,59%). Por outro lado, entre as maiores altas, destaque para o Grupo Industrial Saltillo (+5,41%), Grupo Industrial Alfa (+2,53%), Kimberly-Clark (+1,75%) e Telmex (+1,04%).
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