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No pregão dessa terça-feira, as bolsas latino-americanas fecharam em direções opostas, com investidores cada vez mais preocupados com a Argentina, onde o índice Merval apresentou queda. Por outro lado, devido aos baixos preços de alguns papéis, a bolsa mexicana encerrou suas atividades em alta.
A agência de classificação de risco Standard & Poors rebaixou hoje a rating da dívida de longo prazo da argentina, que passou de B- para CCC+, ficando com a pior classificação de crédito do mundo. As perspectivas para o país não são nada boas, uma vez que o governo federal tem que enfrentar enormes obstáculos para conseguir equilibrar as contas públicas. A agência declarou que as chances de se alcançar o déficit zero e honrar com os serviços da dívida estão cada vez mais distantes.
Por sua vez, o governo argentino deve tomar novas medidas para reativar economia. Especula-se que um subsídio de 150 pesos mensais para chefes de família desempregados e um novo swap voluntário de dívida sejam duas das medidas para recuperar a confiança dos mercados. O swap de dívida a partir de um acordo alcançado com os bancos e as AFJP (fundo de pensões) ajudaria a reduzir o custo dos juros que se pagam anualmente, e assim ajudar no equilíbrio do orçamento da União.
Estas medidas poderiam complementar uma reestruturação profunda do Estado e fortes cortes orçamentários que podem superar 3 bilhões de pesos, ainda que este ponto exige um duro debate no Congresso no início da discussão sobre o Orçamento para 2002. Para alcançar o ajuste, serão propostas a eliminação do fundo docente e de bonificações para salários estatais superiores a 700 pesos e a obrigação de pagar gratificações para os juízes e o corte de outras despesas. Estuda-se até a cobrança de mensalidades nas universidades públicas, além do corte de 260 milhões de pesos na ANSES (a previdência social argentina).
O índice Merval fechou em queda de 0,62%, cotado a 213,52 pontos, após ter permanecido fechado durante a segunda-feira, devido a um feriado local. As principais desvalorizações ficaram por conta da Sociedad Comercial de Plata (-5,09%), Banco Bansud (-4,28%), Banco Francés (-3,85%) e da indústria química Solvay Indupa (-2,09%). Já as altas mais importantes foram a siderúrgica Acindar (+4,88%), Molinos (+4,44%) e Telefónica (+2,84%).
No México, o índice IPC registrou alta de 0,57% cotado a 5.558,86 pontos, com investidores direcionando posições para as ações de empresas maiores e mais líquidas, que apresentaram forte queda nos últimos dias. Contudo, o mercado ainda está bastante atento em relação ao desaquecimento econômico mundial, que já vem afetando o país, fortemente dependente da economia norte-americana.
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Entre as principais altas do dia na bolsa mexicana, destaque para o conglomerado industrial Alfa (+4,60%), Grupo Financiero Banorte (+3,42%), Industrias Penoles (+2,50%) e a companhia de alimentos Bimbo (+2,12%). Por sua vez, as principais desvalorizações foram da companhia de entretenimento CIEB (-16,17%), Savia (-4,07%) e Fomento Industrial (-3,56%).
Outros mercados:
Brasil
Ibovespa
+1,88%
Peru
IGBVL
-2,87%
Chile
IPSA
+0,79%