Ataques terroristas comprometem confiança dos consumidores nos EUA

Os ataques terroristas de 11 de setembro aos EUA geraram um impacto negativo no senso de segurança pessoal dos norte-americanos. Isto deve se refletir nas expectativas econômicas que também registraram queda, segundo um estudo coordenado pela Universidade do Michigan divulgado nesta terça-feira. A pesquisa sugere que os consumidores associam o temor com a segurança aos […]

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Os ataques terroristas de 11 de setembro aos EUA geraram um impacto negativo no senso de segurança pessoal dos norte-americanos. Isto deve se refletir nas expectativas econômicas que também registraram queda, segundo um estudo coordenado pela Universidade do Michigan divulgado nesta terça-feira. A pesquisa sugere que os consumidores associam o temor com a segurança aos hábitos de consumo, o que poderia ser analisado como um fator de pressão sobre o índice de confiança dos consumidores norte-americanos também elaborado pela Universidade.

Desde que a economia norte-americana entrou em desaceleração, o consumo tem sido o principal ponto que vinha evitando uma recessão econômica no país e conseqüentemente no resto do mundo. Segundo a pesquisa, 20% dos consumidores se sentiram gravemente afetados pelos ataques aos EUA, enquanto 29% se mostraram impressionados com o atentado e 51% acreditam que os eventos não devem afetar significativamente suas vidas. “A perda do sentido de segurança pessoal estava atrelada à queda na confiança do consumidor”, na opinião do economista Richard Curtin, que dirige as pesquisas do consumidor na Universidade de Michigan.

Com o consumo em alta e o restrito aumento dos preços, o que evitou que as pressões inflacionárias ganhassem força, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, conseguiu conduzir uma política monetária mais branda através de cortes de juros para tentar conter a retração econômica. Desde o início do ano, a autoridade já promoveu nove cortes da taxa básica de juros da economia norte-americana, o que soma 4,0 pontos percentual de recuo nos juros, que saíram de 6,5% no início de 2001 para os atuais 2,5% ao ano.

De acordo com o cronograma do instituto de pesquisa dos consumidores da Universidade de Michigan, o índice de confiança dos consumidores norte-americanos referentes a outubro deve ser divulgado no fim do mês. Esse índice mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana, sendo dividido em duas categorias: situação atual e expectativas para o futuro.

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