British Airways amplia demissões e confirma tendência de adaptação à nova realidade

Mais uma empresa aérea admite que vai ser necessário mais cortes para se adequar à nova situação após o atentado nos EUA. Desta vez foi a maior companhia aérea da Europa, a British Airways, que anúncio um corte de 5.200 postos de trabalho. Sendo assim, somado ao corte de 1.800 postos que já havia sido […]

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Mais uma empresa aérea admite que vai ser necessário mais cortes para se adequar à nova situação após o atentado nos EUA. Desta vez foi a maior companhia aérea da Europa, a British Airways, que anúncio um corte de 5.200 postos de trabalho. Sendo assim, somado ao corte de 1.800 postos que já havia sido anunciado em abril, neste ano o quadro de funcionário conta com 7.000 trabalhadores a menos em comparação ao início do ano.

Outras empresas européias do setor também já demonstram que estão em dificuldades. A companhia italiana de aviação Alitalia deve cortar entre 1.400 e 4.000 postos e a alemã Lufthansa deve anunciar cortes em breve, depois de um recente profit warning. As empresas norte-americanas estão em situação ainda mais complicada. A Boeing deve cortar até 30.000 empregos, a United Airlines já demitiu 20.000, a U.S Airways cortou 11.000 postos, a Continental Airlines 12.000 postos e a Midway Airlines deixou de operar e demitiu 1.700 funcionários.

A Lufthansa anunciou que adiou a compra de 15 Airbus A380 e quatro Boeings 747-400. Para socorrer o setor, o governo dos Estados Unidos afirmou que espera ter pronto um pacote de ajuda às companhias aéreas norte-americanas para enviar ao Congresso até o começo da próxima semana.

No Brasil, as companhias aéreas também devem se reunir com o governo federal para negociar um plano de ajuda para enfrentar a situação adversa. Eles reivindicam além da ajuda a revisão de alguns impostos, como os 25% de ICMS sobre combustível, que acaba onerando todo o setor.

Reflexo da crise também na maior fabricantes de aviões brasileira, a Embraer, que tem suas ações preferenciais sendo cotadas a R$ 9,89, o que representa uma baixa de 44,80% no ano.

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