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O Banco Central divulgou nesta terça-feira um crescimento de 3,5% na divida líquida total do setor público, ao atingir em julho R$ 641,29 bilhões, ou 52,5% do PIB em julho, comparativamente aos R$ 619,44 bilhões, ou 51,3% do PIB, registrados em junho. Este resultado reflete tanto a emissão exigida pelo Programa de Reestruturação dos Bancos Públicos Federais (Proef) quanto o efeito gerado pela desvalorização cambial de julho, que foi de 5,5%.
Da dívida total de julho, a parcela que corresponde à dívida interna somou R$ 514,74 bilhões, ou 42,2% do PIB; enquanto o montante referente à dívida externa brasileira representava R$ 126,55 bilhões, ou 10,4% do PIB. O perfil da dívida pública estende a tendência registrada há alguns meses, em que os títulos cambiais e os pós-fixados ganham espaço em detrimento aos títulos pré-fixados.
Em julho, as emissões líquidas somaram R$ 11,9 bilhões, sobretudo, por conta da emissão de R$ 13,7 bilhões no âmbito do Proef. As principais operações com títulos foram de emissões líquidas de: R$ 16,7 bilhões em LFT, R$ 4,1 bilhões em LFT-A, R$ 2,2 bilhões em NBC-E e R$ 689,2 milhões em NTN. Os resgates líquidos foram de R$ 2,7 bilhões em LTN, R$ 305,6 milhões em LFT-B e de R$ 8,6 bilhões de créditos securitizados.
Neste sentido, a participação dos títulos atrelados ao câmbio aumentou de 26,4% em junho para 27,2% em julho, em decorrência da desvalorização do real frente ao dólar e da emissão líquida de NBC-E. Os títulos que têm rendimento indexado à taxa Selic respondiam em julho por 52,4% da dívida mobiliária federal fora do BC, contra 50,8% em junho. Em contrapartida, os títulos pré-fixados reduziram sua participação sobre o total de 10,9% em junho para 10% em julho, por conta do resgate líquido de LTN; e os títulos indexados à taxa referencial (TR) apresentaram recuo de 5% para 3,7% de um mês para o outro como reflexo do resgate de títulos securitizados.
Quanto à duração dos títulos públicos emitidos durante o mês de julho, verificou-se a continuidade do alongamento do resgate já que se situou em 10,1 meses. Isto é resultante da combinação entre o prazo de 6,6 meses dos títulos de responsabilidade do Tesouro Nacional e o prazo de 17,1 meses dos títulos do Banco Central. O prazo dos títulos públicos federais emitidos em oferta pública atingiu prazo médio superior a dois anos em julho, em decorrência de emissão de LFT de cinco anos e de NTN-C de quatro e dez anos.