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SÃO PAULO – O novo semestre tem início com diversos PMIs (Purchasing Manager’s Index) divulgados nos mercados. O indicador apresenta resultados diversos no Brasil, EUA, Europa e China. Por aqui, o indicador registrou estabilidade em 50,4 no mês de junho, mantendo a mínima em sete meses vista em maio.
Nos EUA, o PMI do Instituto Markit registrou 51,9 em junho, menor nível em oito meses, a medida que a demanda externa se enfraqueceu. No mês anterior o indicador registrou 52,3 em maio. Já o PMI calculado pelo ISM (Institute for Supply Management) registrou 50,9 no mês, ante 50,6 em maio.
Já no Velho continente, os PMIs vieram com resultados acima do esperado em diversos países, exceto na Alemanha, que registrou 48,6 em junho, ante 49,4 no mês anterior – valores abaixo de 50 indicam contração econômica e acima, expansão.
No restante da Europa, os indicadores apresentam melhor cenário econômico, com o indicador composto da zona do euro atingindo máxima em 16 meses, com 48,8 em junho – a expectativa era de 48,7. Itália e Espanha também apresentaram resultados positivos, com 49,1 e 50,0, respectivamente, suas máximas em 23 e 26 meses, nesta ordem. A Grécia registrou 45,4, maior patamar em 24 meses.
Cenário chinês preocupa
Por outro lado, os dados chineses voltaram a trazer preocupação ao mercado. O indicador mensurado pelo HSBC caiu para mínima em 9 meses, com 48,2. O resultado reacende os temores com a economia chinesa, que pode aprofundar sua desaceleração econômica no segundo semestre.
Já o PMI oficial chinês caiu para 50,1, ante 50,8 no mês anterior, permanecendo acima da marca que separa contração e expansão. Os líderes chineses parecem confortáveis com o ritmo mais lento de crescimento do país, com o presidente Xi Jinping afirmando durante o fim de semana que autoridades não devem mais ser consideradas “heróis” se buscarem crescimento econômico a qualquer custo.