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SÃO PAULO – Com as ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e da Vale (VALE3;VALE5) perdendo forças, o Ibovespa volta a registrar perdas na sessão desta quarta-feira (3), após ter chegado a subir 1,32% no início da tarde. Às 15h02 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 1,24%, a 44.669 pontos. As ações de siderúrgicas também perdem forças nesta sessão.
Vale lembrar que o Ibovespa passou a registrar queda por volta das 14h35 (horário de Brasília), cerca de meia hora depois do fechamento das bolsas norte-americanas. O volume também passou a registrar queda a partir do encerramento dos índices nos EUA, que fecharam com leves ganhos.
As ações da Vale registram queda de 1,37% para as ordinárias e 1,72% para as preferenciais, enquanto as siderúrgicas diminuem os ganhos, com a Usiminas (USIM3, R$ 0,97%, R$ 7,32; USIM5, R$ 7,17, +3,17%) registrando valorizações bem menores se comparadas às do início da tarde, quando atingiram ganhos de mais de 5%. Já as ações da Petrobras diminuem os ganhos, operando em alta entre 0,7% e 0,8%, após terem chegado a subir cerca de 4% no intraday.
Como destaque de queda, ainda estão as ações da OGX Petróleo (OGXP3), com baixa de 20%, a R$ 0,36, em mais um dia de noticiário agitado para a companhia. Já as outras ações do grupo que compõem o índice, após chegarem a diminuir as perdas no início da sessão e virarem para alta, a MMX Mineração (MMXM3) passou a operar estável – após chegar a cair 9,09% e subir 13,64%, enquanto a LLX Logística (LLXL3) voltou a registrar queda, de 2,53%.
Na noite da véspera, a agência de classificação de risco Moody’s cortou o rating da OGX para Caa2, seguindo a Standard & Poor’s, que rebaixou as notas da OGX na tarde da última terça terça-feira. Nesta sessão, destaque ainda para o fato relevante divulgado pela OGX antes da abertura do pregão, após a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) solicitar esclarecimentos sobre o motivo para o desembolso imediato de US$ 449 milhões à OSX, além de questionar como foi precificado esse valor para garantir o direito da OGX de terminar os contratos. A autarquia solicitou ainda que a companhia informasse o impacto e as consequências financeiras que o desembolso causará no caixa da companhia.
As ações da B2W (BTOW3) se destacam pelo segundo pregão seguido, disparando neste pregão. Após registrar forte alta de 6,64% na sessão anterior, enquanto o Ibovespa registrou a sua maior queda em quase dois anos, os ativos BTOW3 lideram os ganhos do índice, com fortes ganhos de 19,70%, a R$ 8,08. A empresa está neste momento em reunião com analistas do setor de consumo, informaram operadores de mercado ao Portal InfoMoney.
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O analista da Magliano Corretora, Henrique Kleine, credita esta alta a uma espécie de “memória do mercado”, que corre em direção aos papéis da companhia em meio aos projetos de reestruturação anunciados anteriormente pela empresa para buscar maior eficiência logística – um dos grandes gargalos da B2W. Assim, aponta, não há nada de novo com a empresa, destacando ainda que os papéis registram fortes quedas no ano e ainda tem que “subir muito para zerar as perdas”. No acumulado de 2013, os papéis têm queda de 52,47%.
EUA: feriado e indicadores de emprego
Nos EUA, as bolsas fecharam às 13h de lá – ou 14h no horário de Brasília – devido ao feriado de Dia da Independência que será comemorado amanhã. Com isso, diversos indicadores foram antecipados para esta sessão. É o caso do ADP Employment, que mostrou que foram criados 38 mil empregos a mais do que o esperado em junho.
Tradicionalmente divulgado às quartas-feiras, Initial Claims, que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego no país semanalmente ficou praticamente em linha com o esperado, com 343 mil novas solicitações. Os dados de emprego serão observados com cuidado, uma vez que o setor de trabalho é um dos mais analisados pelo Federal Reserve para aferir o andamento da economia norte-americana.
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Já o ISM Services, responsável pela mensuração do nível de atividade não-industrial do país, registrou alta menor do que a esperada em junho, com 52,2, ante expectativas de 54,0 e 53,7 vistos no mês anterior. Por falar em Estados Unidos, o pregão por lá fechará hoje às 14h, horário de Brasília, por conta do feriado de Dia da Independência que será comemorado amanhã, dia em que os mercados norte-americanos permanecerão fechados.
Crises políticas em Portugal e Egito
As desavenças políticas em Portugal derrubam os índices acionários da região. No início desta semana, Vitor Gaspar, então ministro das Finanças do país renunciou. Menos de 24 horas depois, o ministro de Relações Exteriores, Paulo Portas, também anunciou que quer deixar o ministério, insatisfeito com a continuidade das políticas de austeridade e com a escolha de Maria Luís Albuquerque para o cargo deixado por Gaspar, mas o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho disse não aceitar a renúncia do chanceler.
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, avaliou a situação portuguesa como delicada e disse que o país tem que agir rapidamente para reconquistar sua estabilidade política ou corre o risco de prejudicar a recuperação econômica. Vale mencionar que a bolsa portuguesa opera hoje com queda de mais de 5%.
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Já no Egito, as tensões continuam em pauta, após as forças militares suspenderem a constituição e anunciarem um governo interino. Na segunda-feira, os militares deram um ultimato de 48 horas para o presidente resolver a crise política que assola o país. A região preocupa os investidores uma vez que pode uma guerra civil lá pode influenciar na oferta de petróleo, contribuindo para a alta de mais de 2% no preço dos contratos futuros da commodity.
PMI chinês, europeu e brasileiro
Na Ásia, os principais índices acionários caem após a divulgação na véspera, dos dados do PMI de serviços chinês. O indicador “oficial” do setor não-manufatureiro caiu para 53,9 em junho, ante 54,3 registrados no mês anterior, registrando seu menor patamar em nove meses.
Na Europa, a divulgação de PMIs de serviços chamam a atenção no continente, com 45,8 na Itália e 48,3 na zona do euro – os dois com valores abaixo do esperado e da marca que separa contração de expansão. Na Espanha, o PMI ficou em linha com as expectativas, com 47,8, mas ainda abaixo de 50, indicado contração.
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Por aqui, o PMI de serviços apresentou leve queda em relação ao mês anterior. Em junho, o índice registrou 51,1, ante 51,2 em maio. O resultado apresenta modesta expansão do setor, impulsionado principalmente por volume de novos negócios, diz o HSBC.