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SÃO PAULO – Após dois dias seguidos de alta, o Ibovespa Futuro inicia esta sexta-feira (5) com significativa queda, com os investidores digerindo o resultado do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho e os dados do relatório de Emprego dos EUA. Segundo cotação das 9h38, os contratos futuros do índice com vencimento em agosto recuam 0,91%, para 45.215 pontos.
Na última quinta-feira, o Ibovespa fechou com alta de 1,60%, interrompendo uma sequência de 4 quedas – que levou o benchmark da bolsa brasileira ao menor patamar desde 22 de abril de 2009. O Ibovespa Futuro, no entanto, já havia se recuperado na quarta-feira, tendo fechado aquele pregão com leve alta – vale ressaltar que o mercado futuro da BM&F fecha 30 minutos depois do pregão regular da Bovespa, o que dá margem para fechamentos diferentes entre o Ibovespa “à vista” e o Ibovespa Futuro.
Por aqui, os investidores avaliam o resultado do IPCA, que surpreendeu ao mostrar desaceleração na passagem de maio para junho, indo de 0,37% para 0,26% – a expectativa era de que o índice oficial de inflação do governo recuasse para alta de 0,34% -, sendo o menor resultado desde junho do ano passado. No entanto, no acumulado em 12 meses, o índice mostrou variação positiva de 6,70%, acima do 6,50% visto no mês passado, que coincide com o teto da meta estipulado pelo governo para 2013 – a meta do Brasil para inflação é de 4,5%, aceitando oscilação de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
Ainda na agenda de indicadores brasileiros, o IGP-DI (Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna) mostrou alta de 0,76% em junho, bem acima dos 0,32% vistos em maio, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas). Pesquisa da Reuters mostrou que o indicador teria alta de 0,68 por cento em junho, segundo a mediana de 25 projeções, que variaram de 0,58 a 0,83 por cento.
Relatório de Emprego dos EUA
Principal referência do dia, o relatório de emprego dos EUA surpreendeu ao mostrar que o país criou 195 mil postos de trabalho em junho, o que mostra um crescimento em relação aos 175 postos criados no mês anterior. O resultado veio bem melhor do que o esperado, já que os analistas trabalhavam com uma queda para 166 mil na criação de empregos.
Já a taxa de desemprego permaneceu nos 7,6% relatados em maio, revela o Relatório de Emprego.
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Os dados de emprego são um dos principais “drivers” para o Federal Reserve avaliar quando deve retirar o programa de compra de US$ 85 bilhões mensais de títulos públicos – a autoridade monetária norte-americana pretende manter este estímulo até a taxa de desemprego se aproximar dos 7%.
Essa relação entre melhoria da economia norte-americana e a retirada de estímulos do Fed tem gerado uma certa divergência no mercado. Isso porque a diminuição da taxa de desemprego dos EUA – o que a princípio seria uma boa notícia – pode levar o banco central do país a iniciar a saída do plano de ajuda antes do previsto, o que acabaria sendo uma “má notícia” para os investidores – nos dias em que as especulações sobre a retirada dos estímulos foram mais fortes, as bolsas responderam com desvalorização.
EUA em alta, Europa mista
Nas bolsas internacionais, os principais índices mostram trajetórias distintas: enquanto na Europa os índices operam predominantemente em queda, realizando os ganhos acumulados na véspera, enquanto nos EUA os índices futuros mostram forte alta, digerindo os eventos positivos da sessão anterior, quando o mercado em Wall Street estava fechado por conta do feriado de Dia da Indepenência nos EUA.
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O movimento negativo dos índices europeus reflete uma realização de ganho das fortes altas acumuladas no pregão anterior, quando os investidores reagiram positivamente ao discurso do presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, que afirmou que o fim da política acomodativa está distante e as taxas de juros serão mantidas ou até diminuídas por um longo período.