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SÃO PAULO – Nem o feriado na cidade de São Paulo na terça-feira (9) – e que manterá a BM&FBovespa fechada – fará com que a próxima semana seja menos agitada. Ao menos 5 grandes eventos deixarão os investidores atentos ao que pode acontecer com os mercados ao longo do ano.
Um deles não é um grande evento, mas sim uma mudança: a partir de segunda-feira (8), haverá mudanças no horário de negociações da BM&FBovespa, com a Bovespa passando a ter 30 minutos a menos de pregão. A abertura continuará sendo às 10h, mas o fechamento será às 17h. Já o “after market” da Bovespa acontecerá entre 17h30 e 18h, todos horários de Brasília.
Outros dois eventos também são do front doméstico: a reunião do Copom (Comitê de Política Montéria) e divulgação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), que funciona como “prévia do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Draghi abre a semana
Antes dos eventos nacionais, as atenções se voltam para a Europa logo na segunda-feira (8), onde o presidente do BCE (Banco Central Europeu), Mario Draghi, realiza discurso em Bruxelas. Draghi demonstrou o poder que tem na última semana, quando na quinta-feira (4) seu discurso trouxe bom humor ao mercado, ao sinalizar que manterá os juros baixos no velho continente por um longo período. Em Bruxelas, o presidente pode trazer novos fatos sobre a situação atual na zona do euro, mexendo com o humor dos investidores.
Para o economista Felipe Queiroz, da Austin Rating, o presidente do BCE deve manter seu discurso de taxa de juros baixas e políticas econômicas mais fortes. “O esperado é que novamente ele leve bom humor ao mercado”, explica ele, que afirma que com a situação difícil da economia europeia, a cada novo indicador positivo, Draghi aproveira para dizer que o momento é positivo.
Quarta-feira: Copom no Brasil…
Enquanto a bolsa estiver fechada no Brasil, na terça-feira (9), a agenda internacional não terá grandes eventos. Porém, o dia seguinte promete ser o mais agitado para os investidores, com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) no Brasil e a ata do Fomc (Federal Open Market Committee) nos EUA.
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Nesta sexta-feira (5), a inflação medida pelo IPCA surpreendeu e apresentou de 0,26% no mês de junho – ante expectativa de avanço de 0,34% -, mas por outro lado, o resultado anual se manteve acima do teto da meta, em 6,70% (o teto da meta do governo é de 6,50%). Com isso, a expectativa de alta de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros ganha ainda mais força entre os analistas.
“A Selic nesta semana passará para 8,5% ao ano, com o discurso do Banco Central apontando para manutenção da política monetária”, afirma Queiroz. Ele explica que após o aperto na taxa de juros, iniciado duas reuniões atrás, demora pelo menos 8 meses para que o efeito seja realmente sentido pela economia, e que por essa razão, o governo entende que apenas em 2014 a inflação volte para o centro da meta.
Vale lembrar que o último boletim Focus do Banco Central mostrou que a Selic deve fechar o ano em 9,25% ao ano, mas já existem apostas de maior aperto em 2013. É o caso do Itaú BBA, que trabalha com uma estimativa de juros em 9,75% ao ano.
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… e Fomc nos EUA
Enquanto isso, no mesmo dia será divulgada a Ata da última reunião do Fomc. Porém, as atenções dos investidores devem ficar com o discurso realizado pelo presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que afirmou que os estímulos à economia devem começar a ser reduzidos quando a taxa de desemprego atingir o 6% e a inflação passar a 2%.
“O discurso de Bernanke deve ser mantido, mas a cada nova fala dele os investidores passam a realizar novas projeções de quando a economia deve atingir o cenário apontado por ele para a reduação do QE3, o que mexe com o mercado futuro e com o câmbio”, explica o economista.
Para ele, quando o presidente do Fed discursa, os investidores passam a criar novas expectativas quanto ao fim do programa de estímulos, o que cria a oportunidade para especulação dentro do mercado. Com esse movimento, a tendência é que o câmbio sinta fortes efeitos logo após a fala de Bernanke, mas que volte ao normal alguns dias depois.
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Ritmo lento para a economia brasileira
Encerrando a semana agitada, sexta-feira (12) será apresentado o IBC-Br, considerado como uma prévia para o PIB do Brasil. Para Felipe Queiroz, o resultado do indicador deve mostrar crescimento para a economia nacional, mas essa melhora deve ser menor do que o esperado, indicando um ritmo menor para a recuperação da economia.
“Os dados fracos da indústria na última semana e o atual momento do varejo devem colaborar para esse resultado mais fraco”, afirma o economista. Apesar de não ser diretamente ligado com o resultado oficial do PIB, este indicador mostra a tendência para o crescimento nacional. Parte dessa visão pessimista do mercado é apontada pelos resultados do Relatório Focus do Banco Central, com diversos analistas piorando sua perspectiva para o crescimento do Brasil em 2013. Na última semana a projeção do PIB este ano passou de 2,46% para 2,40%.