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BRUXELAS – Uma divisão na União Europeia a respeito da melhor forma de controlar seus bancos está gerando dúvidas sobre até que ponto o bloco está disposto a ir para estabelecer um novo órgão responsável por liquidar bancos falidos.
A Comissão Europeia, Poder Executivo da UE, apresentará na quarta-feira uma proposta para a criação da agência, segundo pilar da chamada união bancária abrangendo principalmente a zona do euro.
A ideia da união bancária, adotada no auge da crise de crédito na zona do euro, é evitar que países vulneráveis precisem conter sozinhos seus eventuais problemas financeiros.
Mas a proposta depende do apoio unânime dos 28 países da UE para ser aprovada, e a Comissão terá o desafio de dar força à agência para se sobrepor às autoridades nacionais na hora de liquidar uma instituição.
É improvável que a Alemanha aceite um mecanismo que lhe obrigue a pagar a conta pela liquidação ou resgate de um banco espanhol, por exemplo.
A divisão dentro da zona do euro voltou a ficar visível numa reunião de ministros de Finanças na terça-feira, quando a Alemanha propôs uma abordagem mais cautelosa na criação da nova agência, enquanto a França defendeu a necessidade de concluir rapidamente essa questão.
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O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, disse desejar alterações no tratado da UE para se adequar à legislação, um processo que poderá levar anos. Algumas fontes oficiais disseram que essa pode ser a senha para atenuar a proposta da Comissão.
“Já que não podemos emendar o tratado da UE, devemos nos apegar à base jurídica que temos, do contrário iremos fracassar”, disse Schaeuble.
“Eu pediria fortemente à Comissão em sua proposta para um MUR (mecanismo único de resolução) que seja muito cuidadosa e se atenha à interpretação limitada do tratado.”