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SÃO PAULO – No final de junho, a Eletrobras (ELET3; ELET6) realizou um empréstimo ao BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) no valor de R$ 2,5 bilhões. Na época, a informação era que o dinheiro seria usado para capital de giro da companhia, mas uma das razões pela qual a empresa realizou esse empréstimo seria para o pagamento da última parcela da Reserva Especial de Dividendos, de acordo com notícia do Valor Econômico.
A Eletrobras registrou um prejuízo de R$ 6,8 bilhões em 2012 e passa por um momento de reestruturação – com um plano de cortes de custos e despesas -, após ter aderido à renovação de concessão prevista pela MP 579 apresentada no último ano – o que fez a companhia sofrer com redução na sua tarifa de energia. Para o analista Rafael Dias, do BB Investimentos, esse novo empréstimo não deve piorar a situação já complicada da empresa.
“No longo prazo é difícil prever o que irá acontecer com a Eletrobras, mas a notícia acaba não pesando para a empresa, já que sua dívida é muito grande e este valor não piora nem melhora a situação dela”, explica Dias. Para ele, o único fator positivo é para quem recebe o dividendo da empresa, mas isso seria apenas no curto prazo.
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Para a equipe da XP Investimentos, “esta é mais uma notícia que se soma a série de absurdos que o atual governo vem promovendo nas empresas nacionais”, o que levou os analistas a reforçarem a recomendação de não exposição aos papéis da Eletrobras, já que no médio prazo o cenário para a companhia deve continuar bastante desafiador, sem nenhuma garantia que ela consiga cumprir seu plano de reestruturação.
Em relatório, a corretora afirmou ainda que existe a possibilidade de uma possível venda de distribuidoras de energia que foram federalizadas no passado, que seria necessário por causa da perspectiva de redução de receita da empresa.
Na noite da véspera, a Eletrobras confirmou o pagamento da última parcela dos dividendos em 28 de junho, ou seja, no prazo estabelecido em contrato. Enquanto isso, as ações ordinárias da Eletrobras fecharam a última quarta-feira (10) com alta de 2,25%, cotadas a R$ 4,54, enquanto os papéis ELET6 subiram com menos força, 1,80%, aos R$ 9,04.