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SÃO PAULO – As ações do grupo EBX disparam na sessão desta segunda-feira (15), após o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) alongar o prazo de dívidas pendentes, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo. A alteração dos contratos do BNDES com o grupo também estendeu recursos e relaxou exigências.
Assim, as ações da OGX Petróleo (OGXP3) sobem 11,63%, para R$ 0,48 por volta das 13h30 (horário de Brasília), enquanto a MMX Mineração (MMXM3) tem ganhos de 15,38%, aos R$ 1,35. Já a LLX Logística (LLXL3) sobe 9,09%, aos R$ 0,72. A OSX Brasil (OSXB3) tem registra alta de 2,73%, aos R$ 1,13 enquanto a CCX Carvão (CCXC3) registra valorização de 5,41%, aos R$ 0,78. A MPX Energia (MPXE3), empresa da qual Eike já não faz mais parte do conselho de administração, tem queda de 1,78%, aos R$ 7,17.
Juntas as companhias de Eike possuem 15 financiamentos com o banco, no total de R$ 10,7 bilhões – tornando-o um dos maiores credores das empresas do grupo X. Alguns dos pagamentos deviam ter sido quitados ano passado mas foram adiados para este ano – mostrando que os alongamentos são uma das primeiras medidas do governo para “resgatar” o megaempresário, que passa por dificuldades.
Um desses adiamentos ocorreu a apenas quatro dias do prazo em que a companhia deveria ter feito o pagamento – já que a MPX deveria ter pago R$ 242,7 milhões ao BNDES em setembro, prazo que foi estendido para março deste ano. O EBX tem como garantias desses empréstimos as suas próprias ações, além de cartas de fiança e bens que ainda seriam comprados.
Os juros cobrados pelo BNDES são subsidiados – ou seja, estão abaixo do que o mercado cobra para emprestar e até mesmo da Selic, que é a taxa usada pelo Tesouro para captação de recursos. De acordo com o Estadão, alguns juros são ainda melhores que o de costume – um dos contratos da LLX Logística, no valor de R$ 407,7 milhões, tem juros fixos de 4,5% ao ano.