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SÃO PAULO – O Ibovespa ganha forças na tarde desta segunda-feira (15), impulsionado pelas altas das empresas do grupo EBX, de Eike Batista e das ações da Usiminas (USIM3;USIM5), que registram alta de mais de 10%, de acordo com cotação das 15h41 (horário de Brasília). No mesmo horário, o índice registra ganhos de 2,45%, a 46.646 pontos. Apenas uma ação do índice tem queda de mais de 1%, a Copel (CPLE6), com baixa de 1,70%.
Em destaque, está o desempenho positivo das ações da OGX Petróleo (OGXP3) sobem 16,28%, para R$ 0,50, enquanto a MMX Mineração (MMXM3) tem ganhos de 16,24%, aos R$ 1,36. Já a LLX Logística (LLXL3) registra ganhos de 12,12%, aos R$ 0,74, após a notícia de que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vai alongar o prazo de dívidas pendentes, de acordo com o jornal Estado de S. Paulo. A alteração dos contratos do BNDES com o grupo também estendeu recursos e relaxou exigências.
As siderúrgicas também são destaque de alta após o Credit Suisse elevar sua recomendação para as ações preferenciais da Usiminas (USIM3, R$ 7,59, +10,96%; USIM5, R$ 7,3514, +12,21%) de underperform (desempenho abaixo da média) para outperform (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 10,00 para os próximos doze meses – representando um potencial de valorização de 52,67% em relação ao fechamento do pregão da última sexta-feira (12).
Ainda entre as maiores valorizações desta segunda, aparece a Oi (OIBR3, R$ 3,98, +9,34%; OIBR4, R$ 3,64, +8,98%) dispara após anunciar a venda de sua participação na rede de cabos submarinos GlobeNet a um fundo do BTG Pactual. A negociação envolveu R$ 1,745 bilhão. Vale mencionar que as ações da companhia de telecomunicações caíram quase 8% nos últimos três pregões. Esta sessão também marca o vencimento de opções sobre o Ibovespa, uma vez que registra o último dia para exercer posições compradas anteriormente.
PIB chinês desacelera mas alcança expectativas
Já na Ásia, chamou a atenção dos investidores a divulgação de indicadores chineses, com o PIB local registrando expansão de 7,5% no segundo trimestre, em linha com as estimativas do mercado, mas apresentando recuo em relação ao primeiro trimestre. Já a produção industrial chinesa registrou alta de 8,9%, ante expectativa de 9,1%. “Os dados chineses não foram bons, apesar do aumento nas vendas no varejo em junho, mas foram aceitáveis, uma vez que o mercado já esperava uma desaceleração no crescimento da maior economia do mundo”, disse Galdi. O resultado do PIB chinês deve impulsionar novas reformas por parte do governo. O presidente do banco central disse que o governo vai aumentar os incentivos para sustentar pequenas empresas buscando estabilizar o crescimento, mas analistas afirmaram que a desaceleração vai encorajar o governo a avançar com mais força nas reformas, uma vez que a alternativa, injetar mais dinheiro na economia através de afrouxamento monetário, levanta o risco de exacerbar os já aquecidos mercados imobiliário e de crédito. Os dados chineses impulsionaram os índices asiáticos e europeus pela manhã, impulsionando as ações de mineradoras mundiais, mas o movimento de alta visto no início do pregão nas ações da Vale diminui – a China é o maior destino das exportações da mineradora brasileira e seus dados econômico costumam ter grande impacto nos ativos da Vale. Focus reduz PIB de 2013 e eleva Selic de 2014
Apesar do PIB chinês em linha com o esperado, o ânimo dos investidores é afetado pela piora nas projeções apresentadas pelo Boletim Focus. O relatório divulgado pelo Banco Central nesta manhã apontou para menor crescimento econômico neste ano, com o PIB em 2,31%. A produção industrial brasileira também deve crescer menos do que o previsto anteriormente, com alta de 2,23% – ante expansão de 2,34%. Sobre a Selic, embora a projeção para 2013 tenha se mantido em 9,25% ao ano, a estimativa para 2014 subiu para 9,50%. Indicadores EUA A atividade manufatureira do estado de Nova York, medida pelo NY Empire State Index, subiu 9,46 pontos, valor muito além das projeções de 3,6 pontos. Já os estoques empresariais subiram 0,1%, com empresas apresentando cautela perante a fraca demanda doméstica. França está se recuperando, diz Hollande O anúncio veio dois dias após a agência de classificação de risco Fitch rebaixar o rating da França de “AAA” para “AA+”, citando uma deterioração na perspectiva da dívida do país.
Nos EUA as vendas no varejo ficaram abaixo do esperado, com alta de 0,4% em junho, ante expectativa de 0,7%. No mês anterior o Retail Sales registrou aumento de 0,5%, em dados revisados.
No noticiário europeu, ganha destaque o pronunciamento feito por François Hollande. O presidente francês garantiu, em uma entrevista televisiva no domingo, que a economia local está se recuperando.