Ibovespa segue em alta, com Petrobras e OGX liderando ganhos

Resultados, indicadores e reuniões movimentam o benchmark da bolsa brasileira nesta sessão

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SÃO PAULO – Após registrar seu único mês positivo neste ano em julho, acumulando alta de 1,64%, fechando o último pregão a 48.234 pontos, o Ibovespa segue o bom humor do mercado internacional e opera no positivo por todo o pregão desta quinta-feira (1). Às 13h06 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,91%, a 48.675 pontos, após chegar a superar levemente os 49 mil pontos na máxima do intraday. A manhã foi bastante agitadas nos principais mercados, com temporada de resultados, indicadores, reuniões e discursos.

O dia começou com referências mistas vindas da China, que na noite de quarta-feira divulgou o resultado final de seu PMI (Purchasing Manager’s Index). Logo após, durante a manhã, diversos PMIs foram divulgados, com resultados positivos nos EUA e na zona do euro, enquanto o brasileiro caiu no mês de julho. Ainda nesta sessão, foram divulgados dados mistos nos EUA, as as referências negativas não parecem ter sido considerada pelos investidores, que continuam apostando, com o S&P 500 tendo operado acima de 1.700 pontos pela primeira vez.

Entre as reuniões, tanto o Bank of England quanto o BCE (Banco Central Europeu) mantiveram suas taxas de juros e seus programas de compra de títulos inalterados. Por lá, o presidente do BCE, Mario Draghi, indicou que a política não será apertada até o próximo ano no mínimo, embora o banco central não dê o horizonte de tempo de quando as taxas podem ser alteradas.disse que a política não será apertada até o próximo ano no mínimo, embora o banco central não dê o horizonte de tempo de quando as taxas podem ser alteradas.

Prévia do Ibovespa movimenta ações
As maiores altas do índice nesta manhã repercutem a 1ª prévia do Ibovespa, que trouxe mudanças na participação de blue chips. A OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,68, +3,03%) foi a que mais ganhou: a ação teve sua participação elevada de 2,1% – segundo dados do último pregão – para 4,39%.

Além dela, a Petrobras (PETR3, R$ 16,02, +4,16%; PETR4, R$ 16,84, +3,38%) também obteve aumento, mantendo a posição de segunda empresa com maior participação no índice, com suas duas ações somando 10,401%. Na véspera, a companhia anunciou que em junho sua produção atingiu 2,378 milhões de barris por dia, aumento de 4,8% em relação ao mês anterior. Além disso, Bradesco e Credit Suisse cogitam que a companhia possa aumentar o preço dos combustíveis. 

Já a Vale (VALE3, R$ 31,47, +1,45%; VALE5, R$ 28,70, +1,95%) apresenta alta apesar de ter menor espaço na carteira: a participação das ações ON passaram de 2,812% para 2,515% e das preferenciais, de 8,632% para 8,278%. A mineradora se beneficia dos sinais positivos da China, o principal destino de suas exportações.

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Ainda entre as altas, a Gerdau (GGBR4, R$ 14,96, +2,54%) sobe após reportar queda menor do que a esperada em seu lucro líquido trimestral. A companhia obteve R$ 401 milhões, mostrando queda de 27% no valor registrado no segundo trimestre de 2012, mas o valor ficou acima da expectativa do mercado, de R$ 318 milhões. A Gerdau Metalúrgica (GOAU4, R$ 18,68, +2,47%) segue o movimento da companhia pertencente ao mesmo grupo.

Ainda entre as companhias que apresentaram balanços, a Ultrapar (UGPA3, R$ 54,41, +0,48%) divulgou aumento de 17% em sua receita líquida, atingindo R$ 15,2 bilhões no segundo trimestre. O lucro da companhia também subiu na comparação com o ano passado, para R$ 283,7 milhões.

Na ponta negativa do índice aparecem as siderúrgicas CSN (CSNA3, R$ 6,56, -0,15%) e Usiminas (USIM3, R$ 8,62, -1,71%; USIM5, R$ 8,62, -1,03%), que assim como a Braskem (BRKM5, R$ 17,18, -2,28%), sofrem com os rumores de que o governo não renovará o aumento no imposto de importação, o que reduzirá os preços de 100 produtos internacionais a partir de setembro. As alíquotas maiores, que variam conforme o produto, têm validade até o fim de setembro e o governo decidiu antecipar o anúncio da medida para ajudar na formação das expectativas de inflação que, apesar de dar sinais de melhora, ainda continua em patamares elevados, segundo a Reuters.

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Produção industrial sobe 1,9% em junho no Brasil
Na agenda brasileira, além da forte temporada de resultados, a divulgação da produção industrial de junho, feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O indicador anulou as perdas do mês anterior, quando registrara queda de 1,8%, com alta de 1,9%. Já na comparação com o mesmo mês de 2012, a alta foi mais expressiva: 3,1%.

Em relatório, a Concórdia Investimentos analisou o resultado, que ficou levemente abaixo do esperado por ela (2,0%). Ao final do ano, a projeção é de alta de 2,3% na produção industrial. Segundo o relatório, o aumento gradual da alíquota de IPI sobre bens da linha branca, móveis e painéis continuará pesando sobre o desempenho desse segmento da indústria. “Já as incertezas que rondam a economia brasileira e mundial devem continuar impactando as decisões de investimento da produção de bens de capital ao longo do segundo semestre”, comenta a corretora no relatório.

Também entre as referências negativas locais, a Standard & Poor’s disse em relatório que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro deve crescer modestamente neste ano, com 2% de expansão econômica, segundo reportagem de O Estado de S.Paulo.

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PMI e Initial Claims em foco
Os indicadores norte-americanos apresentaram sinais mistos, um dia após o Fomc (Federal Open Market Comittee) reiterar que não iniciará a retirada do Quantitative Easing III logo e manter a taxa de juros do país inalterada.

O Initial Claims, indicador que mensura a quantidade de pedidos de auxílio-desemprego semanais, caiu mais do que o esperado, sinalizando uma possível melhora no mercado de trabalho. O indicador caiu 19 mil e ficou xx mil abaixo do esperado. O ISM Services, que mensura a atividade industrial dos EUA, subiu para 55,4, ante expectativas de 52,1. O PMI oficial do país subiu de 53,2 para 53,7, ligeiramente acima do esperado.

Na contra-mão dos bons resultados, o Construction Spending, responsável por medir os custos com construção no país, caiu 0,6%, ante projeções de alta de 0,4%.

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PMIs da zona do euro e China
O PMI industrial da zona do euro ficou acima da marca que separa expansão de contração pela primeira vez em dois anos, com 50,3, registrando valor acima do esperado na Itália, com 50,4 – a expectativa era de 49,8. 

No China, no entanto, existem dois indicadores diferentes, um calculado pelo governo e outro apresentado pelo HSBC. Enquanto o oficial subiu acima do esperado, com 50,3, registrando expansão do setor industrial, o do HSBC ficou estável em 47,7. O otimismo, no entanto, preponderou no mercado e os índices asiáticos fecharam em alta.