Petrobras, Vale e China darão tom do mercado na próxima semana

Nos EUA, destaque volta-se para discursos dos presidentes regionais do Fed; No Brasil, principal indicador econômico fica com IPCA na quarta-feira

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SÃO PAULO – Interropendo três semanas no positivo, o Ibovespa encerrou sua primeira semana do mês de agosto no negativo (-1,92%), que contou com reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), divulgação de dados do crescimento da economia norte-americana e indicadores de atividades industriais (PMI, na sigla em inglês) melhores do que o esperado na China, zona do euro e Estados Unidos. 

Conforme o esperado, o Federal Reserve não alterou o rumo da política monetária dos Estados Unidos, mantendo a taxa de juros entre zero e 0,25% ao ano, bem como a continuidade do programa de estímulo à economia, conhecido como Quantitative Easing III, que compra mensalmente US$ 85 bilhões em títulos.

Além disso, autoridades afirmaram que a economia expandiu em ritmo “modesto” na primeira metade do ano. A primeira prévia do PIB dos Estados Unidos mostrou expansão de 1,7% no segundo trimestre do ano, ante projeções de 1,1%, mesmo valor registrado no período anterior. 

A semana que vem, no entanto, virá mais morna em termos de indicadores, afirma Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. Os principais dados virão da China, a começar com a divulgação do PMI de serviços na noite de domingo, e que já deve mexer com o mercado na segunda-feira (5). Além disso, também serão revelados os preços ao consumidor, produção industrial e balança comercial ao longo da semana.

Segundo ele, a tendência continua sendo de desaceleração da economia chinesa. “O que o mercado quer observar nesses dados nem é tanto o momento mensal, mas quanto estão convergindo para a estimativa do PIB chinês de um recuo de 7,5% em 2013, que é a meta que o governo vem trabalhando”, disse. 

Ainda entre a agenda econômica, o mercado espera pela divulgação do IPCA no Brasil na próxima quarta-feira (7). “A estimativa é que fique praticamente no zero-a-zero, o que deve reforçar o discurso do Banco Central, que prevê queda da inflação no acumulado de 12 meses para 6,20%, sinalizando um ciclo mais curto para o aumento da Selic para 9,25% ao ano”, comentou Rosa. 

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Nos Estados Unidos, o destaque volta-se para os discursos dos presidentes regionais do Federal Reserve, Sandra Pianalto, de Cleveland, e Charles Plosser, da Filadélfia. Plosser vem defendendo em suas falas que o Fed comece a reduzir as compras de bônus e encerre seu programa até o fim do ano, o que é observado com temor pelo mercado. 

As últimas sinalizações da autoridade monetária, no entanto, vem tentando esfriar o mercado, mostrando que pode ser cedo para retirar o programa de estímulo. Isso foi reforçado, segundo Rosa, pelos dados do mercado de trabalho divulgados nesta sexta-feira, que revelou que foram criados menos empregos do que o esperado em junho – 162 mil criações, ante expectativa de 175 mil -, apesar da taxa de desemprego atingir o menor nível em 4 anos, caindo para 7,4% no mês passado, enquanto em julho era de 7,6%. 

Temporada de balanços ganha peso na semana
Além dos indicadores, o mercado deve ficar de olho na temporada de balanços corporativos no Brasil, com destaque para as divulgações de Vale (VALE3; VALE5) e Petrobras (PETR3; PETR4), nos dias 7 e 9 de agosto, respectivamente.

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Também estão programados os resultados da CSN (CSNA3) na terça-feira (6); AES Tietê (GETI4), Cielo (CIEL3), Cosan (CSAN3), Eletropaulo (ELPL4) na quarta-feira (7); BM&FBovespa (BVMF3), Braskem (BRKM5), Cetip (CTIP3), Kroton (KROT3), PDG Realty (PDGR3), Randon (RAPT4) na quinta-feira (8); Gafisa (GFSA3) e Sabesp (SBSP3) na sexta-feira (9). Para conferir outras datas de resultados, clique aqui.