Hypermarcas reverte prejuízo; S&P reitera Gerdau e eleva perspectiva da Cyrela

Por sua vez, Moody's rebaixou rating do BicBanco; Arteris e Even também estão no radar

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SÃO PAULO – A semana que se passou foi negativa para o Ibovespa, que encerrou em queda de 1,92% e interrompeu a sequência de três altas semanais. Para esta semana, destaque para a intensificação da temporada de resultados, com a divulgação de balanços por blue chips. 

Já no final da última semana, as atenções se voltaram para o resultado da Hypermarcas (HYPE3), que divulgou seus números na noite da última sexta-feira (5), somando um lucro líquido de R$ 19,3 milhões no segundo trimestre de 2013, revertendo o prejuízo de R$ 30 milhões registrado no mesmo período de 2012. A receita líquida da companhia, por sua vez, somou R$ 1,07 bilhão.

A receita líquida da divisão farma cresceu 13,2%, somando R$ 601,2 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado registrou alta de 14,9% frente ao segundo trimestre de 2012 e atingiu R$ 258 milhões, com margem de 24,1% em relação à receita líquida.

Moody’s rebaixa rating do BicBanco
Em meio aos temores que o BicBanco (BICB4) possa se tornar um novo Cruzeiro do Sul, mas uma notícia negativa para o banco. A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito do BicBanco de Baa3 para Ba1 em escala global. O de moeda estrangeira também passou para Ba1 ante Baa3. Já as notas de depósito de longo prazo na escala global estrangeira. Todos com perspectiva negativa.

A Moody’s destacou o enfraquecimento das métricas financeiras do banco nos últimos trimestres, principalmente os indicadores de rentabilidade e qualidade de ativo, os quais permanecem sob pressão apesar de grandes esforços da gestão relacionados ao reposicionamento da atividade de crédito e limpeza da carteira.

A compressão das margens de crédito do banco deve refletir a mudança do portfólio de negócios para operações de menor risco e menores margens, e também a mudança na composição de captação em busca de instrumentos de maiores prazos, tais como as letras financeiras e DPGEs, que tendem ser mais caros que os depósitos à prazo de clientes. “Essas características ainda desafiam a franquia do BicBanco no curto prazo e limitam a geração interna de capital para apoiar o crescimento futuro”, afirma a agência.

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Já a perspectiva negativa para os ratings do banco está associada à expectativa de contínua pressão nas receitas no curto prazo, resultante do menor crescimento da carteira de crédito, intensa competição no mercado-alvo, e um ambiente operacional mais difícil. A perspectiva negativa também reflete as incertezas relacionadas ao direcionamento estratégico do banco, disse a Moody’s.

S&P eleva perspectiva de rating para Cyrela
A Standard & Poor’s elevou a perspectiva de rating em escala nacional da Cyrela Realty (CYRE3) de “estável” para “positiva”, enquanto o rating ficou inalterado em brAA-. A agência também reafirmou o rating em escala global da companhia em BB-, com perspectiva estável.  

De acordo com a agência, a perspectiva positiva reflete a possibilidade de uma elevação de grau, caso a companhia sustente as suas atuais métricas de crédito, alcançando um perfil de risco financeiro mais forte dentro de nossa categoria de rating BB.

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“Os ratings da Cyrela refletem nossa visão de seu perfil de risco de negócios ‘razoável’, perfil de risco financeiro ‘significativo’ e liquidez ‘adequada’. Os ratings se baseiam na posição competitiva favorável da empresa, como uma das maiores construtoras de moradias no Brasil, e em sua lucratividade forte, especialmente em comparação com os de suas concorrentes”, destaca a S&P.

…e reitera rating da Gerdau
A mesma agência reafirmou o rating BBB- da Gerdau (GGBR4), com perspectiva estável, enquanto o rating em escala nacional ficou inalterado em brAAA.

A S&P destaca a boa geração de fluxo de caixa da companhia e a forte liquidez, apesar do cenário global fraco para o setor. 

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“Os ratings da Gerdau refletem nossa avaliação do perfil de risco de negócios ‘satisfatório’ da empresa e seu perfil de risco financeiro ‘intermediário’. Os fatores que dão suporte aos ratings são a adequada diversificação geográfica da empresa nas Américas, a sua posição de custo favorável no Brasil, sua eficiência operacional e a sua ‘forte’ liquidez”, afirma a agência.

Contrabalançando esses pontos fortes estão a exposição da Gerdau à cíclica indústria do aço, a acirrada competição com o aço importado e as condições de mercado desafiadoras em curso.

Even alonga perfil da dívida
A Even (EVEN3) concluiu em 1 de agosto uma captação de R$ 120 milhões por meio de uma operação estruturada envolvendo a emissão de CRIs (certificados de recebíveis imobiliários), os quais foram distribuídos no mercado.

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Os recursos obtidos por meio da operação envolvendo os CRIs serão utilizados para a construção e desenvolvimento de empreendimentos imobiliários residenciais, informou a companhia.

A dívida representada pelos CRIs corre juros a taxa DI mais 1,35% ao ano. O valor principal será amortizado em uma única parcela em 31 de julho de 2016 e a remuneração incidente sobre o valor principal será paga em seis parcelas, entre fevereiro de 2014 e julho de 2016. A companhia poderá pré-pagar a dívida a partir do décimo terceiro mês a contar de 1 de agosto de 2013, mediante aviso com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

Abertis apresenta OPA obrigatória pela brasileira Arteris
O grupo de concessões Abertis disse nesta segunda-feira que apresentou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma oferta pública para aquisições de ações obrigatória envolvendo a Arteris (ARTR3), ex-OHL Brasil.

O grupo espanhol disse que a OPA técnica reproduz a proposta feita à também espanhola OHL, antiga acionista da Arteris, na compra de 60% dos ativos de rodovias brasileiras da construtora.

A OPA considera os 40% restantes do capital da Arteris e prevê duas formas de pagamento. Na primeira é considerado o pagamento de 6,41 reais em efetivo mais 0,3941 ações da Abertis para cada ação da Arteris.

Já na segunda forma é considerado o valor de 16,92 reais por ação da Arteris, limitando a disponibilidade dessa oferta a até 5.999 ações da Arteris por acionista.

HRT devolve 2 blocos no Solimões
A petroleira HRT (HRTP3) decidiu devolver dois blocos localizados na bacia do Solimões, na floresta amazônica, após dificuldades na obtenção de licenças ambientais, informou a empresa em comunicado na última sexta-feira.

Com a devolução das áreas SOL-T-219 e SOL-T-220, a petroleira passa a ser operadora de 19 blocos na região.

As dificuldades de obtenção de licenciamento refletem, segundo a HRT, a “existência de duas florestas nacionais, posicionadas em ambos os blocos, as respectivas zonas de amortecimento e as planícies de inundação adjacentes, que impediriam o desenvolvimento de atividades geológicas e geofísicas terrestres e de perfuração”.

A empresa informou ainda que chegou a realizar as atividades comprometidas no Programa Exploratório Mínimo, requeridas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com trabalhos de aerogeofísica e geoquímica, entre outros. Também conseguiu realizar sísmica em uma das áreas, onde obteve licenciamento.

(Com Reuters)

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.