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SÃO PAULO – Após demonstrar grande cautela no mercado, com baixo apetite por risco dos investidores, o Ibovespa sai do zero a zero e opera em alta nesta quarta-feira (7), após registrar seu pior pregão desde junho na véspera, quando fechou em baixa de 2,09%. Por aqui, resultados mistos e desaceleração no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) também repercutem no mercado, assim como a espera pelo resultado da Vale (VALE3; VALE5), que vê suas ações subirem mais de 2% antes da divulgação de seu balanço. Durante a tarde, os discursos de membros do Fed ganharão destaque. Às 13h12 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira subia 0,39%, a 47.605 pontos.
O início do pregão foi negativo, com o índice chegando a cair 0,54%, estendendo o resultado da véspera. Ontem, os mercados mundiais foram duramente afetados pelos discursos de membros do Fed nos EUA, apontando para a antecipação do início da retirada do Quantitative Easing 3 – programa de compra de títulos por parte do governo que envolve até US$ 85 bilhões por mês. Hoje será a vez do presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser e de Sandra Pianalto, de Cleveland.
No noticiário local, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de julho marcou inflação de 0,03% – a menor desde julho de 2010 -, indicando desaceleração ao resultado de junho (+0,26%). No entanto, é válido ressaltar que os economistas esperavam um resultado levemente melhor, trabalhando com projeções entre deflação de 0,03% e estabilidade. No acumulado em 12 meses, o IPCA marca avanço de 6,27% nos preços, abaixo do teto da meta do governo para 2013, de 6,5%. Ainda por aqui, o S&P avaliou que a relação dívida/PIB do país voltou a subir e pode colocar em risco o rating brasileiro, segundo notícia do Valor Econômico. Na véspera, o economista-chefe do Barclays afirmou que o rating do Brasil será rebaixado em 2014.
Resultados e blue chips
Com a temporada de resultados corporativos ganhando forças, o mercado repercute o balanço de 10 companhias. Dentre elas, destaque para CSN (CSNA3, R$ 6,80, +4,94%), que vê suas ações liderarem os ganhos do Ibovespa após reportar um lucro líquido de R$ 494,46 milhões entre abril e junho – no mesmo período do ano passado, a siderúrgica teve um prejuízo de R$ 1 bilhão, fruto de um ajuste contábil. As receitas cresceram 14% na mesma base comparativa, para R$ 4,0 bilhões, enquanto o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,0 bilhão – praticamente estável. No embalo da CSN, a Usiminas (USIM3, R$ 8,63, +1,53%; USIM5, R$ 8,68, +0,81%) e Gerdau (GGBR4, R$ 15,00, +1,28%) também avançam na Bovespa.
Outra empresa que faz parte do índice e que soltou seu balanço do 2º tri é a Cielo (CIEL3, R$, 54,66, -1,51%). A administradora de cartões registrou lucro líquido de R$ 623,3 milhões, um crescimento de 13,6% em relação ao 2º quarto de 2012. A receita cresceu bem mais: alta de 28,9%, atingindo R$ 1,60 bilhão. Com isso, a companhia teve uma margem líquida, de 38,8%. O Ebitda atingiu R$ 859,1 milhões, uma alta de 22%, levando a margem Ebitda (Ebitda/Receita Líquida) para 53,5%.
Entre as maiores quedas do índice, destaque para as empresas do Grupo EBX, de Eike Batista: MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,65, -4,62%), OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,56, -3,45%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 0,89, -2,20%).
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Por outro lado, as blue chips Vale (VALE3, R$ 32,05, +2,36%; VALE5, R$ 28,95, +2,12%) – que divulgará seu resultado trimestral após este pregão – e Petrobras (PETR3, R$ 15,48, +0,98%; PETR4, R$ 16,41, +0,80%) ajudam a impulsionar o índice, uma vez que possuem forte participação na composição do Ibovespa.