Petrobras, Vale e siderúrgicas sobem forte; CCX e OSX caem mais de 10%

Ainda entre os destaques, ações das imobiliárias e Embraer figuram entre maiores quedas

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SÃO PAULO – Passada a volatilidade da última sessão, decorrente da divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), o Ibovespa apresenta forte alta nesta quinta-feira (22), acompanhando os principais índices acionários mundiais, que respondem com otimismo aos PMIs (Purchase Managers Index) melhores que o esperado na Europa e na China. O índice registrava alta de 1,18%, aos 50.999 pontos, às 12h40 (horário de Brasília). Com esse movimento positivo, 25 de 71 ações que compõem o índice registravam queda no mesmo horário. 

Do lado positivo, chama atenção os papéis da Petrobras (PETR3, +4,36%, R$ 17,23; PETR4, +3,23%, R$ 17,90), que volta a apresentar fortes ganhos em meio a notícias de que o governo federal deve elevar os preços da gasolina e do diesel ainda em 2013. O reajuste, segundo o Estado de S. Paulo, deve ficar na casa de um dígito, mas ainda não foi definido o momento em que ocorrerá a alteração.

O aumento dos preços foi o principal tema do encontro entre a presidente Dilma Rousseff e da Petrobras, Graça Foster, em encontro realizado no Palácio da Alvorada na véspera. Participaram também da reunião Gleisi Hoffmann, ministra da Casa Civil, e Fernando Pimentel, do Desenvolvimento. 

Vale e siderúrgicas disparam
As ações do setor de mineração e siderúrgia também operam no positivo nesta sessão e ajudam a impulsionar o Ibovespa, em função da forte participação que representam no índice.

Os dados positivos vindos da China, maior importadora de minério de ferro do mundo, colaboram para a alta mais forte dos papéis da Vale (VALE3, +2,91%, R$ 36,03; VALE5, +3,09%, R$ 32,07), Gerdau (GGBR4, +4,28%, R$ 17,77), CSN (CSNA3, +4,05%, R$ 8,99) eUsiminas (USIM3, +1,09%, R$ 10,21; USIM5, +1,57%, R$ 10,36). Juntos, esses papéis representam 26,5% da carteira teórica do índice. 

Mundo “X”: CCX e OSX caem mais de 10%
Entre os destaques, aparecem ainda as ações das empresas “X”, do empresário de Eike Batista. Dentro do Ibovespa, os papéis da OGX Petróleo (OGXP3) sobem 2,86%, a R$ 0,72, enquanto os da LLX Logística (LLXL3) e MMX Mineração caem 3,66% e 3,48%, respectivamente, sendo cotados a R$ 1,58 e R$ 2,22. Fora do índice, as ações da OSX Brasil (OSXB3, -10,79%, R$ 1,24) e CCX Carvão (CCXC3, -12,50%, R$ 1,40) caem forte, ao passo que a MPX Energia (MPXE3) recua 0,99%, a R$ 4,99.

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A CCX enviou na noite da véspera comunicadoa o mercado no qual afirma que, até o presente momento, não tinha ciência dos atos ou fatos relevantes que pudessem justificar a movimentação atípica das suas ações. Nos últimos dois dias, os papéis subiram 61,62%. 

Já a MPX informou que o valor do aumento de capital  para viabilizar o ganho de participação da empresa alemã E.ON somou R$ 573,6 milhões, após a subscrição das sobras. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) injetou R$ 82 milhões na empresa para manter participação de 10,3% através do BNDESPar, braço de investimentos do banco.

Imobiliárias e Embraer figuram entre maiores quedas
Em dia extremamente positivo no mercado, os papéis do setor imobiliário seguem no campo negativo, com destaque para os papéis da Cyrela (CYRE3, -1,09%, R$ 15,43), Rossi (RSID3, -1,09%, R$ 2,73) e Brookfield (BISA3, -0,57%, R$ 1,75). No acumulado da semana, as ações registram quedas de 3,92%, 14,15% e 7,41%, respectivamente.

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No mesmo sentido, as ações da Embraer (EMBR3) apresentam queda de 1,19%, a R$ 20,01, depois de subirem forte na véspera diante da disparada do dólar, que favorece a empresa que tem 90% de sua receita atrelada à moeda norte-americana.