El-Erian: emergentes não têm risco de colapsar como na década de 1990

Mercados emergentes enfrentam um momento de forte volatilidade com a saída de capitais nas últimas semanas

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SÃO PAULO – Mesmo com o sell-off, os mercados emergentes estão em uma melhor do que nos últimos anos de 1990, apesar da derrocada de países como a Índia e Indonésia, destacou o gestor da maior renda fixa do mundo, Mohamed El-Erian, em entrevista à CNBC.

Os mercados emergentes enfrentam um momento de forte volatilidade com a saída de capitais nas últimas semanas, em meio às expectativas de que o Federal Reserve diminua o programa de compra de títulos com a recuperação econômica. El-Erian afirma que o Fed estava prejudicando mercados emergentes.

A perspectiva de que o Fed poderia puxar para trás em sua enorme de compra de títulos tinha criado uma “cunha” entre os mercados emergentes e o ativo da economia real, provocando acentuada volatilidade dos mercados longínquos como a Indonésia e a Índia.

“Estamos vendendo muito os mercados emergentes”, disse o fundador da Pimco. “Nós temos que tomar cuidado porque eles são clientes importantes”. El-Erian destacou, por sua vez, que a maioria destes mercados não está em risco de colapsar, como ocorreu com a Ásia no final da década de 1990.

“Eles possuem reservas muito fortes, melhores políticas e taxas de câmbio mais flexíveis em sua maioria”, destaca o gestor. El-Erian reforça ainda que os dois principais riscos à debandada dos mercados emergentes são de que as técnicas ruins se sobreponham sobre os fundamentos do mercado e que a saída de capitais prejudique os investidores dedicados a esses mercados.

Mas há sinais de que a liquidação tenha sido exagerada, acrescentou. “A boa notícia para os investidores é que já começamos a ver algumas boas oportunidades”, aponta El-Erian. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.