JPMorgan eleva preço-alvo da Vale e a mantém como top pick do setor

Banco citou resultado do 2º trimestre e possível melhora econômica na China para elevar o preço-alvo para US$ 25

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SÃO PAULO – O JPMorgan elevou o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) referentes aos ativos ordinários da Vale (VALE3; VALE5) de US$ 23 para US$ 25 e reiterou sua classificação overweight (exposição acima da média do mercado).

Segundo relatório do banco, a mineradora tem sofrido com o pessimismo em relação à China, seu maior cliente. Contudo, os analistas Rodolgo Angele, Mandeep Manihani e Lucas Ferreira acreditam que o gigante asiático deve se recuperar; somado a isso, está o melhor controle de custos da companhia e o foco nos seus ativos tido como principais. Desta forma, o banco segue mantendo a Vale como a melhor escolha para investir no setor na América Latina.

O bom momento vivido pela Vale levou ao aumento no preço-alvo e na manutenção da classificação. O resultado do segundo trimestre, que apontou lucro de R$ 832 milhões no período, foi o impulsionador da reclassificação, junto com a previsão de desvalorização do real e estimativas do preço do minério de ferro acima de US$ 100 a tonelada também foram considerados fatores positivos. Com relação ao último item, os analistas veem que o mercado está excessivamente pessimista, precificando os papéis da Vale de US$ 75 a US$ 80 a tonelada de minério de ferro. 

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O JPMorgan reiterou sua classificação para a Vale por acreditar que as ações ainda não estão precificadas pelas mudanças na companhia, principalmente pela redução de custos e pelo crescimento. O banco ainda reiterou recomendação overweight para a Bradespar (BRAP4), que possui participação na mineradora, por vê-la como uma alternativa bastante descontada de se expor no diversificado negócio de minério da Vale.