Investidor entra com ação pública para impedir Eike de vender ações da OGX

Essa não é a primeira vez que o megaempresário vende ações da petrolífera, ele havia feito em maio e junho pouco antes da divulgação de que a produção de petróleo esperada não iria se concretizar

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SÃO PAULO – O investidor Leohnard Roger Bayer encaminhou uma ação popular para suspender as vendas de ações da OGX Petróleo (OGXP3), noticiou a Arena do Pavini nesta terça-feira (3). De acordo com informações do portal, a ação cita a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o próprio Eike e seus fundos que controlam a OGX, a Centennial Asset Mining Fund e Centennial Asset Brazilian. Dona desses fundos, a EBX International, também é citada na ação. 

Para Bayer, as vendas de Eike são ilegais – dado que a empresa se encontra em processo de reestruturação de dívidas. Além disso, essa não é a primeira vez que o megaempresário vende ações da petrolífera, ele havia feito em maio e junho pouco antes da divulgação de que a produção de petróleo esperada não iria se concretizar – o que fez as ações despencarem. 

De acordo com o advogado do caso, Marcio Paixão, Eike já sabia que os poços eram inviáveis desde janeiro – o que fazia com que as vendas fossem caracterizadas como insider trading. Na época, a empresa destacou que Eike não mais venderia ações da OGX, uma promessa mantida até a semana passada.

O cliente de Paixão amarga perdas de cerca de R$ 1,82 milhão com as ações da OGX, que havia comprado por cerca de R$ 3,00. Paixão busca uma liminar para evitar que o megaempresário continue vendendo ações da OGX a mercado, jogando o preço mais para baixo enquanto o processo de reestruturação de dívida ocorre. “É preciso ter informações sobre essa negociação, que só o Eike tem”, diz o advogado para a Arena do Pavini. 

Paixão justifica a inclusão da CVM na ação afirmando que a autarquia deveria já ter tomado uma providência a respeito das vendas. “Os reguladores precisam passar a atuar de maneira preventiva também, não só depois”, afirma.