Disparada de Petrobras anula OGX e leva Ibovespa ao positivo

Ações da Petrobras sobem mais de 4%, enquanto OGX é destaque de baixa; indicadores nos EUA e ata do Copom movimentam sessão
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SÃO PAULO – Depois de operar em queda durante toda a manhã, o Ibovespa inverteu sinal neste início de tarde com a disparada das ações da Petrobras (PETR3, R$ 16,77, +3,77%; PETR4, R$ 17,55, +4,15%), que possui a segunda maior participação do benchmark da bolsa. Por volta das 13h40 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registra alta de 0,24%, a 51.839 pontos. 

Por outro lado, a alta da petrolífera é contrabalanceada pela queda das ações de siderúrgicas, com destaque para a Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 21,07, -2,99%), Gerdau (GGBR4, R$ 16,94, -2,70%) e Usiminas (USIM3, R$ 10,11, -2,03%; USIM5, R$ 10,22, -1,35%). 

No destaque corporativo, está mais uma vez a OGX Petróleo (OGXP3), que vê seus papéis registrarem queda de 4,88%, a R$ 0,39. Enquanto diretores da petrolífera são processados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Folha de S.Paulo disse que Eike deve pedir dinheiro a credores para evitar recuperação judicial. Vale ressaltar que, nos último cinco dias, o aluguel de ações da OGX disparou 21%, com o aumento da demanda para operações “vendidas” na petrolífera. 

Por outro lado, as ações da Sabesp (SBSP3, R$ 21,58, +9,77%) mostram a maior alta em toda a sessão, em meio à fala do secretário de energia do estado de São Paulo, José Aníbal, garantindo que o reajuste tarifário da companhia será feito com base na inflação. 

Ata do Copom
Divulgada nesta manhã, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) não trouxe grandes novidades, mas indica que o Banco Central alterou sua percepção sobre a política fiscal, até então vista como expansionista. Nesta ata, o comitê parece trabalhar com a hipótese de política fiscal neutra para 2014, ou seja, sem grandes ajustes na Selic no próximo ano.

Ainda no front nacional, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, participam da reunião do G20 na Rússia, que deve abordar principalmente a questão Síria e os possíveis efeitos da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos dos EUA – nos países emergentes. 

EUA: indicadores e Síria no radar
Nos EUA, os dados econômicos se mostraram bastante distintos. Enquanto o setor privado criou 176 mil novos postos de trabalho em agosto, ante expectativa de 180 mil, o Initial Claims registrou 323 mil novas solicitações de auxílio-desemprego, ante projeções de 333 mil. Ainda por lá, a produtividade da indústria subiu 2,3% no segundo trimeste, mais do que o esperado e os custos de produção mantiveram-se estáveis, enquanto o indicador de encomendas à indústria registrou a maior queda em quatro meses. 

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Os dados de emprego, junto com a inflação, são os indicadores mais analisados pelo Federal Reserve para mensurar o crescimento econômico do país, e podem interferir no início da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos.

Ainda por lá, os temores acerca de uma intervenção militar Síria ganham forças. Na véspera o Senado norte-americano aprovou a ofensiva, após o governo dos EUA garantir que tem provas do uso de arma química contra rebeldes pelo governo de Bashar Assad.

O porta-voz da presidência da Rússia, Dmitry Peskov, declarou que os EUA deveriam aguardar que o relatório dos inspetores da ONU (Organização das Nações Unidas) fosse divulgado antes de darem início a qualquer ataque militar, destacando que as provas dos EUA contra o país “são insuficientes”. 

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Já na Europa, os principais índices registram alta, com o BoE (Bank of England) e o BCE (Banco Central Europeu) mantendo suas taxas de juros nas mínimas recordes de 0,5% ao ano e também deixando programas de compra de títulos inalterados. Na Alemanha, as encomendas à indústria caíram em 2,7% em julho, mas ainda indica tendência de alta, com a média de dois meses mostrando alta de 3,3%.