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SÃO PAULO – Em queda desde o início da semana, o dólar comercial teve mais uma sessão de baixa nesta quinta-feira (5). Assim como nas últimas sessões, analistas indicaram grandes entradas de recursos como motivador para um desempenho mais exagerado. A moeda norte-americana registrou perdas de 1,37%, cotada a R$ 2,3228 na compra e R$ 2,3243 na venda.
No atual patamar, a divisa atinge sua menor cotação desde 7 de agosto quando era cotada a R$ 2,3139 na venda. Além disso, o dólar registrou sua quarta sessão de queda, acumulando 2,5% de perda no período. A última vez que a moeda norte-americana recuou por quatro pregões seguidos foi entre os dias 21 e 26 de junho, quando a divisa caiu 3%. Já o dólar futuro com vencimento em setembro, negociado na BM&F, recuou 1,56%, cotado a R$ 2,337.
Nesta manhã, o Banco Central divulgou a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), realizada na última semana. No documento, o governo mudou o tom em relação à inflação, deixando de citar o nível elevado dos preços, porém, afirmou que “pondera que a elevada variação dos índices de preços ao consumidor nos últimos 12 meses contribui para que a inflação mostre resistência”.
Ainda nesta quinta, uma pesquisa realizada pelo Banco de Compensações Internacionais a cada três anos mostrou que o volume de negociações nos mercados de câmbio saltou em mais de um terço nos últimos três anos para US$ 5,3 trilhões por dia. O levantamento mostrou que o crescimento foi motivado pelo aumento do poder de hedge funds, fundos de seguros e outras instituições não-bancárias, e Londres cimentou sua dominância como centro de transações cambiais.
Após subir 17% em três meses, o Banco Central anunicou no último dia 22 um programa de leilões para frear o rali da moeda norte-americana. Os leilões ocorrem de duas maneiras: de segunda a quinta-feira, são ofertados US$ 500 milhões por dia no mercado por meio de swap cambial. Já na sexta-feira, é realizado um leilão de linha – venda de dólar no mercado à vista com compromisso de recompra – no valor de US$ 1 bilhão.