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SÃO PAULO – Agosto terminou com nova alta do principal índice da bolsa, o Ibovespa. No oitavo mês do ano, o referencial avançou 3,68%, o que não foi suficiente para zerar as perdas do acumulado do ano.
Para o mês de setembro, os analistas estão de olho na crise na Síria e no início da retirada de estímulos pelo Banco Central Americano. Veja o comentário de 7 corretoras sobre as perspectivas para este mês:
BB Investimentos (assinado pelos analistas Nataniel Cezimbra e Hamilton Moreira Alves)
“Para o mês de setembro ainda não existe uma clara tendência definida, já que os investidores aguardam a próxima reunião do FOMC, nos dias 17 e 18 de setembro, que possivelmente poderá dar início à tão aguardada redução no ritmo do programa de estímulos do FED. No último dia 31 de julho, o banco central ratificou a manutenção do QE3 em compras mensais de US$85 bilhões. Assim, as bolsas tenderão a responder com volatilidade e indefinição ao longo do mês. Enfim, os agentes continuarão a monitorar os dados da economia dos EUA (quanto melhores, maiores as chances de redução dos estímulos do FED), bem como, acompanhando as considerações do mercado brasileiro em relação aos números da economia da China”
Concórdia
“As expectativas quanto ao início da retirada de estímulos pelo Banco Central Americano (FED) – e intensidade deste movimento – continuarão sendo fatores decisivos no movimento de depreciação do real. Isto diante de um contexto em que nossa atividade ainda se mostra lenta. PIB forte no segundo trimestre, muito graças ao agro, não significa que teremos a mesma trajetória no terceiro trimestre. E os leilões? De moeda, serão importantes para tentar amenizar uma ascensão desproporcional do dólar.
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De projetos, muitos deverão sair, mas alguns ajustes tem se feito necessários para elevar o dote. Neste cenário de dólar apreciado, inflação persistente, atividade sem o fôlego do consumo, estamos optando por elevar nossa exposição ao perfil Ibovespa, no qual contamos com ativos como VALE e BRF. Para isto, estamos reduzindo nossa parcela nos ativos Valor. Já os papéis com perfil dividendos seguem com o mesmo peso”.
SLW
“A divulgação da Ata do FED não esclareceu quando será iniciada a redução do programa de estímulo (QE3), sendo esperadas novas sinalizações no decorrer deste mês de setembro. Em relação à Síria, a decisão do presidente Obama de que o congresso dos EUA defina se vai ocorrer ou não uma intervenção cirúrgica na Síria dará tempo aos aliados e a própria ONU avaliarem se realmente ocorreu um ataque químico e se este partiu do exército do governo da Síria ou de rebeldes que lutam na região. A expectativa é que tenhamos um início de mês mais calmo para o mercado acionário global, ganhando volatilidade próxima ao final do mês com os eventos citados acima”.
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Planner
“Para o mês de setembro permanecemos com expectativa conservadora para o mercado, que normalmente é um período mais fraco de informações corporativas e tem pela frente alguns componentes que poderão aumentar o nervosismo dos investidores. Do lado doméstico, aumentam as preocupações com o andamento da economia até o final do ano.
Do lado externo, permanece o alerta de que um possível ataque militar à Síria, por parte dos Estados Unidos e aliados, poderá acontecer em breve, cujos desdobramentos são incertos. Além disso, os mercados seguem de olho nos próximos passos do governo norte-americano sobre a possível retirada dos incentivos injetados na economia do País”.
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Coinvalores
“Para Setembro, teremos um dia em especial que todos os investidores devem marcar no calendário: 18. Já que a próxima reunião do Fed ocorre nos dias 17 e 18 de setembro e neste último dia também começam os leilões de concessão de rodovias federais aqui no Brasil. Adicionalmente, o mês de setembro se inicia com sinais positivos em relação ao desempenho das economias européias e chinesa – o que ajuda a aliviar as tensões no mercado. Entretanto, a ameaça de conflito militar na Síria ganhou corpo nos últimos dias de agosto aumentando a aversão global ao risco, fato que pode repercutir nos preços do petróleo e do ouro, e recrudescer a tendência de fortalecimento mundial do dólar (sobretudo frente àsmoedas emergentes).
Voltando ao centro das atenções, sobre o QE3, há inúmeros fatores que devem ser levados em conta para a decisão do Fed, sobretudo a necessidade iminente de aprovação, no congresso dos EUA, do aumento do teto de endividamento federal, fator que pode voltar a ameaçar a nota de crédito dos EUA, precipitando uma correção nos mercados de capitais. Desta forma, a proposta fiscal deverá retomar a queda de braço entre democratas e republicanos e trazer novamente nervosismo ao mercado. Outra decisão na esfera política também poderá interferir no desempenho do mercado bursátil, as eleições na Alemanha e os desdobramentos no rumo da Zona do Euro.
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(…)
No Brasil, conheceremos os primeiros indicadores econômicos no terceiro trimestre que deverão apurar o arrefecimento na atividade interna. Todavia, o maior destaque serão os leilões, pois se forem bem sucedidos deverão impulsionar os investimentos na economia e trazer mais confiança ao mercado. Enfim, esse cenário internacional atribulado e as expectativas internas ainda bastantes duvidosas, sugerem mais um mês de elevada volatilidade na bolsa paulista, porém estamos com um viés mais positivo para o mês de Setembro”.
Um Investimentos
“Em setembro, o mercado local continuará focado nos movimentos cambiais, com investidores atentos aos desdobramentos da situação na Síria, e seus impactos sobre a cotação do petróleo”.
Indusval
“Para setembro, vamos concentrar as atenções para os problemas da Síria e EUA. Além disso, na Petrobras, como foi dito, sem reajuste, a situação da companhia fica mais complicada, ainda mais com o aumento do preço do petróleo Brent, na casa dos US$ 115/b. A nossa perspectiva continua com viés negativo para o setor de varejo, construção, shopping, petróleo e petroquímico”.