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SÃO PAULO – Mais um especialista recomendou as empresas de educação como um dos melhores investimentos a serem feitos sob a perspectiva de longo prazo. Perguntado sobre no que investiria atualmente em uma palestra o economista-chefe do Itaú, Ilan Goldfajn, respondeu na lata: empresas de educação.
O economista deixou clara sua convicção de que, para que o Brasil cresça com um PIB (Produto Interno Bruto) mais robusto, é inevitável que se invista no setor do ensino, ainda considerado um dos mais defasados no País em termos de qualidade.
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Goldfajn destacou as empresas do setor de educação com ações na Bovespa, segundo ele, com muito campo para crescerem nos próximos anos. “Em algum tempo, vai dar certo. Não tem como o Brasil não investir em educação. As empresas de educação na bolsa deram uma subida nos últimos 3 ou 4 anos”, argumentou o economista, ressaltando que ainda há campo para as empresas do setor crescerem ainda mais.
No momento, as opções para o investidor que quiser seguir os conselhos de Ilan Goldfajn se restringem a 4 ações listadas na bolsa: Abril Educação (ABRE11), Estácio (ESTC3), Kroton (KROT3) e Anhanguera (AEDU3), sendo que as duas últimas ingressaram no Ibovespa no começo deste mês.
Infraestrutura
Outro setor destacado pelo economista-chefe do Itaú Unibanco é o de infraestrutura, um dos que mais preocupam o País no futuro próximo, com forte potencial de crescimento tendo em vista os eventos de amplitude global que o Brasil irá sediar nos próximos anos.
Na visão de Goldfajn, se o País quiser crescer mais do que os tímidos 0,9% do ano passado, será necessário aplicar mais investimentos “da porteira para dentro”, aumentando assim a produtividade da economia brasileira.
“O Brasil hoje investe 18% de seu PIB. Para chegar ao valor de 3% de crescimento no PIB, ele vai ter que aumentar os investimentos para cerca de 20%”, estimou Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco.