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BELO HORIZONTE – A mineradora Vale (VALE3, VALE5) espera encontrar no ressurgimento da siderurgia norte-americana um novo mercado para seus produtos.
A maior produtora de minério de ferro do mundo negocia a venda de pelotas para os Estados Unidos, afirmou nesta terça-feira o presidente da companhia, Murilo Ferreira.
“Hoje a gente vende zero aos Estados Unidos; os nossos contatos já estão intensos para que a gente possa fornecer pelotas nos próximos anos para o mercado americano”, disse o executivo, durante palestra no Congresso Brasileiro de Mineração, em Belo Horizonte.
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A indústria dos EUA, inclusive a siderurgia, tem retomado fôlego com a exploração das reservas de gás de xisto, que reanimou investimentos em infraestrutura e equipamentos para a indústria de petróleo e que permitiu o acesso a uma fonte de energia mais barata.
“São oportunidades que aparecem a partir do shale gas”, acrescentou Ferreira, ao comentar projetos da Vale para uma plateia de centenas de profissionais do setor de mineração.
Entre os projetos da Vale, uma planta de pelotização em Tubarão deverá produzir pelotas para o mercado norte-americano, disse o executivo.
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“Quantos de vocês imaginavam que a siderurgia nos Estados Unidos… estava numa fase declinante?”, ponderou Ferreira.
CSA
O presidente da Vale disse ainda que uma solução para a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) já deveria ter sido arranjada há muito tempo, sinalizando que a sócia ThyssenKrupp já poderia ter resolvido a situação da problemática usina no Rio de Janeiro.
A alemã Thyssen tenta vender a fatia majoritária que tem na CSA, além de uma usina no Alabama, há mais de um ano.
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A Vale não tem se posicionado contra a venda, mas já deixou claro que quer seus direitos preservados. Esses direitos incluem o contrato de fornecimento de minério de ferro para a CSA e uma indenização superior a 550 milhões de dólares, pelo ressarcimento dos investimentos realizados, segundo o previsto em outro contrato.
A Companhia Siderúrgica Nacional – CSN (CSNA3), que negocia a aquisição dos ativos há vários meses, depende de um acerto de contas entre a ThyssenKrupp e a Vale para prosseguir com o plano de comprar as duas usinas colocadas à venda pela grupo alemão, afirmou em agosto uma fonte que acompanha diretamente as negociações.
A Vale é sócia na CSA, com 27 por cento de participação. A Thyssen possui o capital restante, majoritário.
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Uma opção seria a Thyssen reduzir sua participação na CSA para 33 por cento, enquanto a CSN adquiriria uma participação de 33 por cento ou mais. A Vale manteria sua participação atual.