Ibovespa sobe mais de 1% com indicadores dos EUA e OGX Petróleo

Índice supera os 53.000 pontos após 5 pregões de queda; no exterior, paralisação dos EUA não tira o ímpeto dos investidores e bolsas avançam

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SÃO PAULO – Após um começo de dia volátil, o Ibovespa firmou um movimento de alta a partir das 11h (horário de Brasília), acompanhando o desempenho das bolsas internacionais, que ganharam fôlego após o ISM Index mostrar aumento maior do que o esperado na atividade industrial dos EUA. Com isso, o benchmark da bolsa brasileira apresentava alta de 1,29%, a 53.015 pontos, segundo cotação das 12h27.

Lá fora, a paralisação de alguns setores da economia dos Estados Unidos não tirou o ímpeto dos investidores, que estão aumentando a exposição em ativos de maior risco. Embora a interrupção dos EUA possa trazer impactos negativos, os investidores estão apostando que a solução para o impasse do governo virá em breve, vendo esse momento como uma boa oportunidade de compra.

Além disso, o analista do BB Investimentos, Hamilton Moreira Alves, acredita que a paralisação possa ser benéfica, diminuindo as contas públicas. “Um acordo vai ocorrer mais cedo ou mais tarde, e a paralisação acaba cortando os gastos, um detalhe importante quando a discussão é sobre orçamento”, comenta Alves.

OGX impulsiona índice mesmo após calote
Como diversas vezes visto nos últimos dias, a OGX Petróleo (OGXP3, R$ 0,24, +14,29%) guia o desempenho do índice brasileiro. “Com sua participação de 2,8% no Ibovespa e cada centavo mostrando uma forte variação por ser  uma ‘penny stock’ – ação que vale menos de R$ 1 -, a empresa acaba sendo responsável no momento por boa parte da alta do índice”, comenta Alves.

O movimento altista vem mesmo após a companhia informar que não pagará as obrigações que venceriam hoje com seus credores. Com isso, ela deixou de pagar parcelas referentes os juros, no valor aproximado de US$ 45 milhões, decorrentes dos bônus emitidos pela OGX Austria, controlada da OGX. A expectativa do mercado é que a companhia entre com pedido de recuperação judicial.

A Petrobras (PETR3, R$ 17,23, +1,59%; PETR4, R$ 18,64, +1,53%) também colabora com o movimento, uma vez que sobe mais de 1% e possui mais de 10% de participação na composição do Ibovespa. Também apresentam forte alta MRV (MRVE3, R$ 9,40, +3,18%),  Usiminas (USIM3, R$ 10,72, +1,61%; USIM5, R$ 10,85, +3,14%), Gol (GOLL4, R$ 10,92, +3,12%) e Embraer (EMBR3, R$ 18,34, +2,92%).

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Apesar do dia positivo, grandes empresas como CSN (CSNA3, R$ 9,34, -1,27%) e Ambev (AMBV4, R$ 84,18, -1,50%) apresentam queda.

Bolsas sobem; ouro e dólar caem
Diante disso, os principais índices acionários norte-americanos operam com ganhos entre 0,4% e 0,8%. Na Europa, o dia também é predominantemente positivo, com exceção para o londrino FTSE 100, que opera em queda de 0,55% após a divulgação de indicadores da economia local. 

Em linha com essa percepção, alguns ativos considerados “portos seguros” do mercado apresentam forte queda. É o caso do ouro, cujo contrato futuro com vencimento em dezembro recua mais de 3% neste momento. Já o dólar comercial por aqui mostra queda de 0,23%, cotado próximo de R$ 2,21.

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PMI internacionais
O PMI oficial chinês mostrou leve aumento, para 51,1 em setembro, mostrando mesmo comportamento que o indicador industrial compilado pelo HSBC registrou no período. Apesar do aumento em relação ao mês anterior, o PMI ficou abaixo do esperado pelo mercado, de 51,6.

Já o PMI industrial da zona do euro registrou 51,1 em setembro, mesmo valor visto na prévia do indicador, apesar do recuo visto em países como Itália (50,8) e Espanha (50,7). Enquanto o resultado não decepcionou completamente o mercado, na Inglaterra o recuo do PMI derruba o índice acionário FTSE 100 nesta manhã.

Os EUA ajudam a animar o mercado, com o ISM Index em 56,2 em setembro, seu maior nível neste ano, enquanto a leitura final do PMI (Purchase Manager’s Index) do mesmo setor dos EUA manteve-se em 52,8 no país, conforme esperado pelo mercado.

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Brasil
Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – semanal) avançou 0,30% na última semana de setembro, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado o índice acumula alta de 3,63% no ano e de 5,29% nos últimos 12 meses.

Além disso, o PMI (Purchase Manager’s Index) aumentou para 49,9 em setembro, ante 49,4 registrado no mês anterior. O índice está muito próximo da marca de 50, que separa contração de expansão do setor industrial.