Impasse nos EUA continua e pressiona bolsas da Europa; Ásia tem sinais mistos

Teto da dívida norte-americana preocupa investidores; na Europa, Itália destoa dos mercados e apresenta alta

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SÃO PAULO – A maior parte dos mercados mundiais apresentam queda nesta quarta-feira (2), em meio a preocupações sobre o teto da dívida norte-americana. Por lá, alguns serviços do governo continuam fechados, com o debate sobre o orçamento para este ano fiscal ainda sem solução.

Na Europa, os principais índices acionários registram queda, com exceção do italiano FTSE MIB, que sobe 1%. O índice é impulsionado pela expectativa de que a crise política causada pela renúncia de cinco ministros do partido de Silvio Berlusconi acabe, uma vez que rumores indicam que o ex-premiê voltará atrás em sua fala de derrubar o governo de Enrico Letta com um voto de confiança, a ser feito nesta quarta.

Já a queda dos demais índices está relacionada aos temores sobre o impasse nos EUA e com investidores aguardando o discurso de Mario Draghi, presidente do BCE (Banco Central Europeu). Draghi falará às 9h30 (horário de Brasília), que apresentará as últimas decisões sobre política monetária do BCE. Analistas esperam que a taxa de juros da zona do euro seja mantida na mínima recorde de 0,5% ao ano e há a expectativa sobre novos suportes para a economia do bloco. Entre os indicadores econômicos, a Espanha registrou maior número de desempregados do que o esperado em setembro, com adição de 25,6 mil desocupados no mês.

Teto da dívida dos EUA preocupa
Nos EUA, apesar da paralisação do governo pela falta de acordo entre o Congresso e o Senado a respeito do orçamento para o ano fiscal que teve início ontem, a maior preocupação gira em torno do teto da dívida do país, que deve atingir seu limite de gastos em 17 de outubro, conforme reforçou o secretário do Tesouro, Jack Lew. Analistas apontam que a não elevação do teto da dívida pode trazer mais pessimismo aos mercados do que a paralisação em andamento.

Durante esta sessão, o mercado também ficará atento à diversos discursos de membros do Federal Reserve, inclusive do presidente do Banco Central, Ben Bernanke, que participará de uma conferência do Fed em St. Louis durante a tarde.

Ásia com sinais mistos
Os principais índices acionários asiáticos encerraram o pregão em alta, com exceção do Nikkei, do Japão. Por lá, investidores reagiram negativamente ao fortalecimento do iene em relação ao dólar e também à falta de detalhes sobre um novo pacote de estímulos do primeiro-ministro, Shinzo Abe. Com isso, o índice caiu mais de 2% e atingiu sua mínima em quase um mês.

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Após anunciar o aumento nas taxas sobre vendas no Japão, o mercado esperava que Abe também divulgasse uma diminuição nas taxas corporativas, mas o premiê decepcionou ao apenas convocar o governo para discutir essa queda.