HRT interessada em possível fusão; quer “desistir” de exploração

Em comunicado ao mercado, a companhia também ratificou a redução das explorações no Solimões Namíbia, após os números aquém do esperado nos últimos meses

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SÃO PAULO – A HRT Petróleo (HRTP3) confirmou nesta terça-feira (8) o interesse em formar parcerias com outras empresas para tentar superar a crise de confiança pela qual passa, tendo em vista a desconfiança do mercado em relação à capacidade da empresa em entregar os resultados esperados. No mercado, já se especulou o nome de Rodolfo Landim, fundador da OGX Petróleo (OGXP3) e ex-parceiro de Eike, e sua petrolífera Ouro Preto.

No comunicado, a HRT diz que informou o mercado há três meses sobre a criação de um comitê especial, com o intuito de “avaliar alternativas de desenvolvimento inorgânico para a companhia, incluindo, mas não se limitando a potenciais vendas de ativos, combinações estratégicas ou fontes adicionais de capital”.

A intenção é crescer através de ativos que não compõem sua atual base exploratória. A companhia já fez algo parecido quando comprou 60% do campo de Polvo, que já produzia. Isso garante que a empresa dilua os riscos de não encontrar petróleo – que tem sido o problema até agora para a companhia. 

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Com uma produção estável, a companhia evitaria o destino da OGX, que está próxima de entrar em recuperação judicial por não conseguir produzir petróleo e não ter capacidade de pagar suas dívidas, que já atingiram os US$ 3,6 bilhões. Estaria, portanto, desatrelando o seu futuro de curto e médio prazo da descoberta significativa de novas reservas de petróleo. 

A HRT ainda confirmou a redução das explorações após os últimos resultados trimestrais, o que amplia o ceticismo dos mercados. Sobre as operações onshore do Solimões e offshore da Namíbia, a companhia afirmou que não pretende alocar caixa atual na atividade de ambas as áreas, que, segundo a HRT, consomem muito capital.