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SÃO PAULO – O Ibovespa operou no terreno positivo por toda a manhã desta quarta-feira (9), mas zerou os ganhos, acompanhando os índices norte-americanos, que apresentam queda. O índice vem de dois pregões negativos e chegou a operar abaixo dos 52.000 pontos. Às 12h30 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira recuava 0,09%, a 52.265 pontos.
A virada das ações das blue chips Vale (VALE3, R$ 32,93, -2,02%; VALE5, R$ 30,59 -1,89%) e Petrobras (PETR3, R$ 16,74, -1,06%; PETR4, R$ 18,07, -1,31%) ajudam a derrubar o índice, uma vez que, juntas, as duas companhias respondem por 21% da composição do índice.
Ainda na ponta negativa, Eletrobras (ELET3, R$ 6,38, -3,33%; ELET6, R$ 10,65, -1,93%) e Bradespar (BRAP4, R$ 23,29, -2,66%) recuam. As ações da Eletrobras respondem à notícia do Valor Econômico desta data, que destaca que a estatal usará indenizações para investir R$ 2 bilhões; a estratégia seria tirar projetos do papel, mas há discussões sobre a rentabilidade dos investimentos. Já as ações do Pão de Açúcar (PCAR4, R$ 104,22 -0,46%) caem; vale ressaltar que, nesta data, Jean-Charles Naouri foi eleito presidente do conselho de administração.
Por outro lado, as ações da TIM (TIMP3, R$ 11,58, +6,24%) disparam após a Telecom Italia dizer que pretende vender a empresa por cerca de US$ 12 bilhões, o que representa um bônus de 50% no valor de mercado da companhia. As ações da operadora de telefonia móvel chegaram a subir 10% no intraday. Ainda na ponta positiva, MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,05, +2,94%) e LLX Logística (LLXL3, R$ 1,59, +1,92%) continuam entre as maiores altas.
Agenda
Por aqui, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,35% em setembro, mas manteve-se abaixo do teto da meta do governo no resultado anualizado, que somou 5,86% – é a primeira vez que a inflação brasileira fica abaixo dos 6% em 2013. A agenda agitada desta sessão ainda contará com a ata do Fomc (Federal Open Market Comittee) durante a tarde e com o fim da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de noite, quando será definida a nova taxa básica de juros brasileira – a expectativa é de que a Selic suba 0,5 ponto percentual, para 9,5% ao ano.
O otimismo do mercado ofusca o relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que diminuiu sua perspectiva para a economia brasileira, enquanto aumenta a expectativa para as economias desenvolvidas. Em agosto, o indicador antecedente da organização para o Brasil recuou para 98,8, ante 98,9 em julho.
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Yellen no Fed
Nos EUA, as atenções se voltam para o anúncio que será feito às 16h (horário de Brasília), no qual Barack Obama deve nomear Yellen como nova presidente do Federal Reserve. A atual vice-presidente do Fed é considerada mais “dovish” e os mercados esperam que ela inicie a retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos para estimular a economia local – com mais calma.
Neste momento os principais índices acionários norte-americanos operam em queda, após discurso de Charles Evans, presidente do Fed de Chicago disse que o crescimento econômico norte-americano não está nem perto do necessário para iniciar a retirada do Quantitative Easing.
Em destaque nos EUA, está ainda o início da temporada de resultados com a divulgação dos números da Alcoa. A fabricante de alumínio reverteu o prejuízo de US$ 143 milhões no ano passado e registrou lucro de US$ 24 milhões no terceiro trimestre deste ano, o que animou os investidores e fez as ações subirem no after-hours. Porém, vale lembrar que as ações deixaram de integrar o índice Dow Jones, do qual faziam parte há 54 anos.
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Ainda por lá, será apresentada nesta tarde a ata do Fomc (Federal Open Market Comittee). O órgão surpreendeu os mercados ao manter o QE3 inalterado em sua última reunião e os investidores aguardam agora a divulgação da ata para tentar prever movimentos futuros do Fomc.