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SÃO PAULO – Em pregão morno, o Ibovespa operou o dia todo no positivo, encerrando esta sexta-feira (11) com alta de 0,29%, aos 53.149 pontos. Mesmo que apenas de forma mais amena, vale destacara que 6 ações registraram alta acima de 3%, enquanto apenas 4 recuaram mais de 2%.
Um dos destaques deste pregão ficaram com as ações da LLX Logística (LLXL3), que chegaram a subir 15,44% na máxima do dia, a R$ 1,57, mas perderam força e fecharam o pregão em alta de 1,47%, a R$ 1,38. Na véspera, a empresa anunciou a conclusão das negociações com o Grupo EIG, que passará a ser controlador da companhia na próxima segunda. Assim ela elimina a possibilidade que o grupo desistisse de tomar o controle da empresa de Eike Batista, em continuidade com os acordos de agosto e setembro – mediante a condições. Essas condições foram todas cumpridas ou dispensadas.
A empresa agora iniciará o aumento de capital de R$ 1,3 bilhão – ao valor de R$ 1,20 por ação. Eike cederá ao grupo EIG o seu direito de preferência, assim como permitirão que o grupo norte-americano se torne o controlador antes mesmo da conclusão.
Ainda entre as empresas de Eike Batista, mas fora do índice, chamou bastante atenção as ações da OSX Brasil (OSXB3), que ganharam forças durante a tarde e chegaram a avançar 48,21%, mas encerraram com valorização de 32,14%, cotadas a R$ 0,74.
A empresa tenta evitar o processo de recuperação judicial. No início do mês, em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente da companhia, Marcelo Gomes, destacou a necessidade de reestruturação e afirmou que a OSX está em negociações com três potencias compradores para sua FPSO OSX-2.
Já a OGX Petróleo (OGXP3, -4,55%, R$ 0,21), passou o dia alternando entre perdas e ganhos, uma vez que uma variação de R$ 0,01 no papel representa uma queda de 4,55%. O jornal Valor Econômico destacou nesta manhã que o empresário Eike Batista deve ir a Nova York para negociar com credores dos bônus de dívida da OGX. A reunião está acontecendo esta semana e é crucial para definir o futuro da companhia.
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Após 4 leilões, Lupatech cai 27%
Fora do Ibovespa, mais uma vez destaque para a Lupatech (LUPA3) – a empresa, que fabrica equipamentos para o setor de petróleo e gás, deixou de pagar juro de suas debêntures. Depois de um longo leilão, a ação da Lupatech começou o pregão desta sexta apenas às 11h00 (horário de Brasília).
A abertura não foi nada boa para a empresa: iniciou com queda de 27,88%, aos R$ 0,75. Logo depois, piorou: queda de 29,81%, aos R$ 0,73 e um novo leilão, também de uma uma hora. Este leilão também não foi bom, e a ação reabriu com queda de 34,62%, aos R$ 0,68 e, quase que instantaneamente, entraram em leilão – novamente com duração de uma hora. Depois reabriram com queda forte, de 21,15%, a R$ 0,83; às 15h44, as ações da Lupatech entraram novamente em leilão, que durou até o fechamento. Com isso, a ação encerrou este pregão com queda de 27,88%, a R$ 0,75.
Com o dia de hoje, a ação tornou-se uma “penny stock” novamente, ao ser negociada abaixo do R$ 1,00. A ação já havia tido um recuo de 42,5% na véspera. A companhia passa por uma forte reestruturação de dívidas, que estão em patamares “impagáveis”. “Os trabalhos na busca de opções para o equacionamento do endividamento e da estrutura de capital da companhia continuam em andamento, sem conclusão até o momento”, disse a empresa.
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A ação vem chamando a atenção em outubro, tendo iniciado o mês aos R$ 0,35 – chegando a atingir os R$ 2,04, alta de 482,86%. Depois disso, viraram para queda. O mercado especula que a companhia venha receber um grande aporte por parte de acionistas da companhia – como a GP Investments (GPIV33) – que também levariam o controle da companhia.
ALL e Cosan tem novo dia de queda
Na ponta negativa do Ibovespa voltaram a aparecer as ações da ALL Logística (ALLL3), que caíram 2,98%, a R$ 8,46. A empresa abriu um processo de arbitragem contra a Rumo Logística, da Cosan (CSAN3, -0,60%, R$ 43,27), para negociar os contratos firmados entre as duas companhias. Por não atender a demanda por transporte da Rumo, a ALL pagou à ex-parceira cerca de R$ 700 milhões em multas desde 2009, apurou o Valor. Destes, R$ 200 milhões se referem a multas dos últimos cinco meses. Sentindo-se prejudicada, a ALL recorreu à Justiça.
O processo foi aberto no centro de arbitragem da Câmara de Comércio Brasil-Canadá. Em paralelo, a ALL entrou com liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo para que a cobrança de multa deste ano seja suspensa até que a arbitragem publique uma decisão.
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Em comunicado enviado nesta tarde, a Cosan disse que a juíza da 38ª Vara Cível de São Paulo indeferiu o pedido de liminar requerido pela ALL. A empresa ainda anunciou que a Rumo ingressou com pedido de arbitragem contra a ALL, dentre outras medidas administrativas e judiciais, para fazer valer seus diretos contratuais e para que a ALL cumpra com o acordo firmado em 2009 e seus aditivos, inclusive o 4º e 5º aditivo aos contratos celebrados em maio deste ano.
Siderúrgicas avançam com possível ajuste nos preços
No sentido positivo também ficaram as ações das siderúrgicas: Gerdau (GGBR4, +2,02%, R$ 17,65) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, +3,26%, R$ 22,51), Usiminas (USIM3, +1,97%, R$ 11,37; USIM5, +3,10%, R$ 11,63) e CSN (CSNA3, +2,12%, R$ 10,61).
Segundo o Goldman Sachs, as siderúrgicas poderão conseguir um ajuste com as montadoras de aproximadamente 10%. “Nós vemos um importante driver para as empresas de aços planos como Usiminas e CSN“, de acordo com os analistas Marcelo Aguiar, Humberto Meireles e Diogo Miura. No caso de Usiminas, cuja recomendação do banco é compra, um aumento desse patamar nos preços para as montadoras pode significar um incremento de Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 420 milhões, enquanto para a CSN esse incremento representaria aumento real de R$ 172 milhões.
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Vale sobe 1,5% após decidir esperar decisão do STJ
Também em alta apareceram as ações da Vale (VALE3; VALE5), cujas ordinárias avançaram 0,96%, a R$ 33,77, enquanto as preferenciais subiram 1,51%, a R$ 31,02. Os papéis da mineradora refletiram a notícia de que a empresa vai esperar uma decisão do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) sobre sua contestação da dívida de R$ 30,5 bilhões, que a Receita Federal cobra relativos a suas unidades estrangeiras, disse uma fonte que pediu anonimato à Bloomberg.
O governo havia oferecido à mineradora a opção de resolver a questão com pagamento de parcelas divididas em 15 anos, uma extensão de cinco anos em relação à oferta anterior. A Vale, no entanto, vai esperar uma decisão do STJ, que deve sair em 22 de outubro, em relação à visão da empresa de que os lucros de unidades estrangeiras não podem ser tributadas no Brasil se elas já pagam impostos no exterior, comentou a fonte.
TIM sobe 2,8% com expectativas sobre futuro da empresa
Já as ações da TIM (TIMP3) subiram 2,86%, a R$ 11,85, em sua máxima da sessão. A alta reflete mais uma vez expectativas sobre o futuro do empresa, que passa pela possibilidade de venda ou por fusão.
Na terça-feira, os papéis chegaram a subir mais de 6% com rumores sobre a venda da participação da Telecom Italia na empresa por US$ 12 bilhões, mas devolveram na véspera parte dos ganhos com a negativa da empresa italiana.
Cielo avança após ter preço-alvo das ações elevado
As ações da Cielo (CIEL3) subiram 3,11%, a R$ 64,75, beneficiadas por um relatório do Morgan Stanley, que elevou o preço-alvo das ações da empresa de R$ 66,00 para R$ 77,00, o que representa um potencial de valorização de 40,64%.
A recomendação de compra foi mantida, assim como sua posição de top pick no setor financeiro para 2014, na avaliação do Morgan Stanley.
Deutsche reduz recomendação e Fleury cai 2,5%
Fora do Ibovespa, as ações da Fleury (FLRY3) encerraram o dia com queda de 2,54%, aos R$ 17,25, após o Deutsche Bank rebaixar sua recomendação para os papéis de compra para neutra, na semana, os ativos acumulam perdas de 4,06%. De acordo com o banco, a projeção de resultados mais fracos que o esperado são o grande fator para esta mudança.
De acordo com relatório, a estratégia da companhia de manter uma linha dura com seus pagadores é sensível o que deixa claro que isso irá afetar o crescimento e os ganhos nos próximos trimestres. Além disso, o Deutsche também afirmou que as projeções para 2014 se deterioraram.