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SÃO PAULO – Os principais mercados financeiros mundiais iniciam esta quinta-feira (17) em queda, apesar do fim do impasse fiscal nos EUA. Durante a noite, o governo norte-americano chegou a um acordo para encerrar a paralisação dos órgãos públicos do país e aumentar temporariamente o teto da dívida do país. A queda nos contratos futuros norte-americanos e nos índices europeus vem após forte rali de alta visto nesta semana, com investidores já precificando o acordo feito na véspera.
O acordo garante as finanças públicas até 15 de janeiro de 2014 e aumenta a capacidade de empréstimos até 7 de fevereiro, o que também leva alguns investidores e analistas a acreditarem que ao em vez de resolver o problema, o Congresso está apenas adiando a decisão final. Com o final da paralisação que durou 16 dias, o governo trabalhará agora para divulgar indicadores que estão atrasados no calendário econômico, como o relatório de emprego, além de negociar uma solução final para o teto da dívida. A Casa Branca anunciou que Barack Obama vai fazer um pronunciamento à imprensa às 11h35 (horário de Brasília) para oferecer esclarecimentos sobre o acordo.
Jack Lew, secretário do Tesouro, disse que apesar de os EUA terem evitado um default técnico com o acordo, ainda há muito a ser discutido e feito para colocar a economia norte-americana novamente nos trilhos. Segundo ele, não há dúvidas de que o governo terá que fazer escolhas difícieis para chegar a uma solução de longo-prazo.
Discursos do Fed
Ainda nos EUA, diversos membros do Federal Reserve discursarão hoje e os investidores ficarão atentos a indicações de que o início da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos para estimular a economia – deve ser adiada para 2014. Richard Fisher, do Fed de Dallas, Charles Evans, do Fed de Chicago, Esther Geroge, do Fed de Kansas e Narayana Kocherlakota, de Minneapolis, discursarão em eventos distintos.
Analistas acreditavam que a diminuição no ritmo de compras de títulos pelo governo começaria ainda neste ano, mas com as discussões sobre o impasse fiscal se prolongando, parece improvável que o Fed arrisque a economia do país.
Ásia com sinais mistos
Na Ásia, a maior parte dos índices acionários encerraram o pregão em alta, estimulados pelo acordo nos EUA. O benchmark japonês Nikkei subiu 0,83%, a 14.587 pontos.
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Por outro lado, os índices chineses recuaram, com o país alertando sobre uma menor demanda por produtos importados nos mercados emergentes, que pode prejudicar diversas empresas chinesas.
Agenda econômica
Na Europa, as vendas no varejo britânico subiram 0,6% em setembro, ante expectativa de 0,5%. No mês anterior, o indicador recuou 0,8%.
Já nos EUA, diversos indicadores serão divulgados mais tarde, entre eles, o Initial Claims, que mensura o número de pedidos de auxílio-desemprego, a produção industrial de setembro e dados do setor imobiliário.