Petro tem dia de “ressaca”; Gol e Vale sobem; Klabin e Souza Cruz caem forte

Souza Cruz divulgou resultados do terceiro trimestre; Klabin afirmou que seguirá com o projeto de Puma

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SÃO PAULO – Em meio ao noticiário movimentado para a Gol (GOLL4), Klabin (KLBN4) e Souza Cruz (CRUZ3), as três companhias se destacam no Ibovespa nesta terça-feira (22), sendo do lado positivo ou negativo, enquanto a Petrobras (PETR3; PETR4) tem dia de “ressaca” após fortes ganhos na véspera, impulsionados pelo leilão do Campo de Libra. 

Enquanto as ações da Gol se destacam na ponta positiva do índice após a divulgação dos dados operacionais de setembro, com ganhos de 4,99%, a R$ 11,79, às 13h42 (horário de Brasília), os papéis da Klabin têm baixa de 2,64%, a R$ 11,78, após divulgar que seguirá com o projeto de Puma, retomando assim o seu processo de capitalização. Já os ativos CRUZ3 registram queda de 2,13%, a R$ 25,30 depois da divulgação dos resultados do terceiro trimestre. No mesmo caminho, operam os papéis da Petrobras, cujos ordinários caem 1,30%, a R$ 17,46, enquanto os preferenciais recuam 1,17%, a R$ 18,65.

A equipe da XP Investimentos classificou o leilão de Libra como positivo para a Petrobras e, apesar do recuo desta sessão, o fluxo de compra no papel deve permanecer no curto prazo. Segundo os analistas, como não teve concorrência, o retorno para a empresa ficou maior do que o esperado, dado que a proposta não apresentou ágio. “Ponto para a Petrobras”.

Bons dados da Gol no mês de setembro
Já companhia aérea Gol divulgou na véspera que seu yield (indicador de preços de passagens aéreas) líquido cresceu 25% em setembro na comparação anual, e ficou entre 21,7 e 22,3 centavos de real. Já a receita por assento ofertado em seus voos subiu 23% em setembro na comparação anual, com nova redução de oferta e aumento de preços de passagens.

Conforme apontam os analistas do Credit Suisse, Bruno Savaris e Felipe Vinagre, os resultados de setembro mostram o foco da gestão da companhia em aumentar a sua rentabilidade e apresentar um aumento do Prask (receita), que subiu pela 18ª vez seguida, crescente devido ao corte de custos, ficando acima do incremento dos custos com combustíveis.

Já o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra para as ações da Gol, avaliando que a empresa continua com a sua estratégia de racionalização, com a companhia focando na mazimização do spread entre o custo e a receita, em um processo de contínua melhoria de resultados.

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Klabin cai forte após retomar processo de capitalização
Enquanto isso, as ações da Klabin registram a maior baixa do Ibovespa após a empresa informar que prosseguirá com o seu processo de capitalização para construir a nova unidade de celulose de fibras curta e longa no chamado Projeto Puma, em Ortigueira, no Paraná.

Conforme aponta a equipe de análise da XP Investimentos, a notícia é marginalmente negativa em meio à perspectiva de overhang (excesso de liquidez) para as ações da Klabin, mas ressalta que a notícia já era esperada.

Os analistas avaliam o projeto com bastante cautela, mas ressaltam que o projeto executado sozinho deverá comprometer o fluxo de caixa da empresa por um período prolongado, o que representa uma adição de risco à empresa. Cabe ressaltar ainda o clima de incerteza frente aos preços de celulose quando da entrada em operação da planta, fator esse crucial para o cálculo da rentabilidade do projeto.

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A expansão dos projetos da companhia é vista como positiva pelo BES, podendo adicionar R$ 2,30 por ação ao preço justo das ações da empresa. Contudo, a maior preocupação dos da analista Catarina Pedrosa é frente a criação das units, destacando que alguns investidores não estão satisfeitos com o processo. Isso porque ele pode significar uma diluição em pelo menos 15%.

O conselho da companhia decidiu convocar uma AGE (Assembleia Geral Extraordinária) para deliberar sobre a criação de um programa de units e listagem da Companhia no Nível 2 da BM&FBovespa, conforme proposta dos acionistas controladores. 

“Nós não esperamos que o aumento de capital a ser aprovado e, assim, esperam que a empresa continue com as debêntures obrigatoriamente conversíveis como forma de financiar o crescimento”, destaca a analista.

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Souza Cruz cai após os resultados 
Na véspera, a Souza Cruz divulgou seus números do terceiro trimestre, reportando um lucro líquido consolidado de R$ 412,377 milhões no terceiro trimestre, uma queda de 0,88% na comparação com igual período do ano anterior. No acumulado dos primeiros nove meses, o lucro somado foi de R$ 1,302 bilhão, 3,52% superior frente os meses de janeiro a setembro do ano passado.

De acordo com os analistas do Credit Suisse, a companhia reportou, novamente, dados fracos, ressaltando a contração da receita líquida com um modesto aumento da venda de cigarros, de 2%, mais que compensando a queda dos volumes, de 1%, a alta base de comparação. Enquanto isso, o Ebitda recorrente ficou bem abaixo das expectativas; com os números fracos, apontam os analistas, são esperadas mais revisões para baixo. 

O destaque negativo ficou ainda com a redução das exportações de fumo, afetando significativamente o desempenho do resultado consolidado, afetando negativamente as demais linhas de negócio da empresa. 

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Já a Planner Corretora ressalta que a Souza Cruz teve outro trimestre de redução na receita e no lucro em função da queda das vendas e das margens. Este desempenho decorre do aumento do contrabando e alta dos  impostos, o que induz à elevação dos preços, avaliam os analistas da corretora. 

Vale sobe com dados da BHP
Além disso, as ações da Vale (VALE3, +1,50%, R$ 35,91; VALE5, 1,20%, R$ 32,76) respondem positivamente aos dados otimistas apresentados pela mineradora global BHP Billiton, que mostrou resultado positivo no terceiro trimestre e elevou sua produção de minério de ferro para este ano. 

O maior grupo de mineração do mundo informou que espera produzir 212 milhões de toneladas de minério de ferro neste ano fiscal, acima da projeção anterior, que esperava produção de 212 milhões de toneladas de minério de ferro neste período, crescimento de 2,42%. 

Fibria sobe um dia antes da divulgação do resultado
No mesmo sentido, as ações da Fibria (FIBR3) sobem 3,70%, a R$ 28,31. O desempenho positivo ocorre um dia antes de a empresa reportar seu resultado referente ao terceiro trimestre. A divulgação ocorrerá antes da abertura do pregão. 

O consenso do mercado espera que a receita líquida alcance R$ 1,822 bilhão, impulsionada por maior preço da celulose, devido à desvalorização cambial (sendo 90% da receita voltada para exportação), e crescimento do volume de celulose. 

Helbor recua após prévia do 3° tri
Fora do Ibovespa, as ações da Helbor (HBOR3) recuam levemente 0,32%, a R$ 9,26, após a empresa divulgar prévia operacional do terceiro trimestre. Os lançamentos da incorporadora atingiram R$ 254,5 milhões entre os meses de julho e setembro, 7,9% inferior ao registrado no mesmo trimestre do ano passado.

Segundo a equipe de análise da XP Investimentos, a prévia da empresa foi negativa, devendo impactar o desempenho das ações no curto prazo. Os analistas ainda apontam que o receio e o ceticismo em relação ao setor permanece, principalmente, após as prévias do setor terem decepcionado.

Lupatech sobe 8% e vai para 4° leilão do dia
Também ganho o holofote do mercado nesta sessão as ações da Lupatech (LUPA3). Os papéis da empresa enfrentam seu quarto leilão no pregão desta terça-feira, em meio à forte demanda dos investidores por conta de uma proposta de reestruturação da dívida. A última cotação do papel, às 13h17 (horário de Brasília), marcava R$ 1,19, com valorização de 8,18%. A expectativa é que a ação volte a ser negociada por volta das 14h. O desempenho acompanha a movimentação da véspera, quando os papéis saltaram 86,44%, indo para R$ 1,10.

O mercado especula que, com a reestruturação, os detentores dos bônus perpétuos da empresa se tornarão os controladores da companhia, apontou a Agência Estado, citando o Financial Times. Esse tipo de dívida soma US$ 275 milhões.