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NOVA YORK – A Argentina fez apelo na sexta-feira para que um tribunal de recursos dos Estados Unidos não retire a medida cautelar que suspende a exigência de que o país pague 1,33 bilhão de dólares a credores que entraram com um processo após o histórico default de 2002.
Em documento publicado durante a noite, a Argentina pediu que o tribunal nova-iorquino mantenha a suspensão até que a Suprema Corte dos EUA avalie a determinação jurídica a favor dos detentores de títulos do país.
“Retirar a medida cautelar agora vai expor a República e terceiros inocentes ao possível default sob ordem jurídica sobre mais de 24 bilhões de dólares”, escreveram os advogados da Argentina.
O caso deriva do default de 100 bilhões de dólares em dívida soberana argentina de 2002.
Duas reestruturações de dívida em 2005 e 2010 levaram credores em possessão de cerca de 93 por cento da dívida do país a aceitar trocar seus bônus, recebendo entre 0,25 dólar a 0,29 dólar a cada 1 dólar detido.
Mas detentores de títulos que não participaram do acordo, liderados pelos hedge fund NML Capital, da Elliott Management, e Aurelius Capital management, recorreram ao tribunal de Nova York para buscar pagamento total.
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A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, prometeu continuar pagando a dívida reestuturada mas também prometeu nunca mais pagar mais do que receberam os outros credores. Isso criou preocupações em meio a investidores de que o país pode entrar em novo default técnico para evitar pagar a dívida total.