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SÃO PAULO – O Fomc (Federal Open Market Commitee) não surpreendeu e, em reunião encerrada na tarde desta quarta-feira (30) manteve o programa de compra de títulos no valor de US$ 85 bilhões.
A decisão de manter o programa de estímulos foi quase unânime, com 9 votos, sendo que apenas Esther George, de Kansas City, apresentou oposição à manutenção do programa, expressando preocupação com o grau elevado de flexibilização monetária, que poderia aumentar os riscos para a economia e elevar as expectativas de aumento da inflação no longo prazo.
O Federal Reserve manteve ainda a taxa de juros inalterada entre 0% e 0,25% ao ano, destacando que a taxa deve ficar baixa por um período de tempo “considerável”. A autoridade monetária reiterou que espera ver a taxa de desemprego cair para 6,5% e uma inflação por volta de 2% ao ano para aumentar as taxas.
De acordo com o comunicado divulgado pela autoridade monetária após a decisão, o colegiado apontou que irá esperar por mais evidências de crescimento sustentável antes de iniciar a retirada do programa de estímulos, tecendo ainda críticas à política fiscal norte-americana que, segundo o Fomc, está restringindo o crescimento econômico.
Em meio à disputa entre os republicanos e os democratas que se evidenciou no início de outubro com a discussão da elevação do teto da dívida, culminando com a paralisação do governo norte-americano por 16 dias, as expectativas eram de que o Federal Reserve mantivesse a política de estímulos. Com relação às perspectivas de inflação, o Fed destacou que elas continuam estáveis.