Publicidade
SÃO PAULO – Após o governo brasileiro registrar seu maior déficit orçamentário em quase quatro anos a projeção é que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) tenha seus empréstimos reduzidos em 20% em 2014 para fortalecer as finanças do País.
Em entrevista à Bloomberg, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o BNDES fornecerá cerca de R$ 150 bilhões em novos empréstimo no próximo ano, contra R$ 190 bilhões estimados para este ano. Segundo ele, o governo congelará o crédito do banco para estados e municípios, abrirá benefícios fiscais para bens de consumo e manterá as despesas correntes sob controle. “Com respeito aos bancos estatais, nós reduziremos o estímulo”, disse Mantega. O crédito “será mais focado e vamos diminuir o subsídio”, concluiu ele.
Uma redução nos empréstimos pelo BNDES, seria uma resposta à preocupação levantada pela Moody’s Investor Service e pela Standard Poor’s de que os empréstimos públicos estão aumentando a dívida para níveis maiores que os de países com a mesma classificação. Em 2012, o BNDES emitiu um total de R$ 156 bilhões em empréstimos, enquanto no ano anterior foi de R$ 139 bilhões.
Brasil vai melhorar
Um relatório de 31 de outubro mostrou que o déficit orçamentário do Brasil se ampliou para 3,3 por cento do PIB em 12 meses até setembro, mais que o esperado pelos analistas e o maior nível desde novembro de 2009.
Mantega disse que o desempenho fiscal já evoluiu em outubro, acrescentando que os números de setembro foram prejudicados por gastos extraordinários em centrais térmicas, um aumento nos pagamentos de seguro social e empréstimos a estados e municípios.
Em abril e maio, quando as agências de classificação de crédito visitarem o Brasil, as contas fiscais terão melhorado, disse ele. “Se o rating depender do desempenho das contas (públicas) e do crescimento, só vamos melhorar”, disse Mantega. “Nós estamos olhando todos os gastos para fazer reduções”.