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SÃO PAULO – A sessão desta quinta-feira (21) tem como principal vetor para as bolsas mundiais a Ata do Fomc (Federal Open Market Committee), sinalizando que poderá reduzir os estímulos à economia em breve. De acordo com o documento, os integrantes do Fed esperam reduzir o programa de compra de títulos nos próximos meses.
Além da expectativa pelos próximos passos da autoridade monetária, também contribui para a cautela dos mercados os dados de PMI (Índice de Gerente de Compras) na China e na Europa, que mostraram enfraquecimento da atividade nas regiões.
Desta forma, a maior parte das bolsas asiáticas seguiram as perdas da véspera de Wall Street, com o Shenzen Composto registrando queda de 0,5%, assim como o Hang Seng, depois de cinco pregões em alta.
Já o dado de atividade no vasto setor industrial da China mostrou crescimento em ritmo mais moderado em novembro por causa da contração das novas encomendas para exportação, mostrou a pesquisa PMI (Índice de Gerentes de Compras) preliminar do instituto Markit em conjunto com o HSBC, levantando preocupações de que a economia da China pode perder vigor no quarto trimestre.
Contudo, o índice japonês Nikkei foi na contramão da região, subindo 1,92%, em meio ao enfraquecimento do iene para um patamar mínimo em quatro meses frente ao dólar, e por causa de planos de importante fundo governamental de investir mais de seus fundos de US$ 2 trilhões em ativos de maior risco. Por lá, o banco central do país manteve a política monetária e sua visão de que a economia está se recuperando moderadamente.
PMIs também desanimam na Europa
Na Europa, os mercados também esboçam cautela em meio aos dados do setor de serviços, que mostrou que a frágil recuperação da zona do euro enfraqueceu inesperadamente em novembro apesar do crescimento na Alemanha, uma vez que a atividade empresarial na França tombou. O PMI preliminar de serviços do bloco caiu para 50,9 em novembro ante 51,6 no mês passado, a leitura mais fraca em três meses.
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Por outro lado, a indústria teve performance melhor neste mês, impulsionada pelo aumento mais rápido das novas encomendas de exportação desde maio de 2011. O PMI para a indústria subiu para 51,5 em novembro ante 51,3 em outubro. Esse foi o melhor resultado nos cinco meses desde que as fábricas interromperam uma série de quase dois anos de declínio da atividade.
Ainda nesta sessão, o mercado ficará atento aos dados da economia norte-americana, com destaque para o PPI e Core PPI de outubro, além do Initial Claims até o último sábado (16) e o Philadelphia Fed Index, também do mês passado.
(Com Reuters)