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SÃO PAULO – A última semana de novembro promete ser bastante agitada, principalmente em relação aos eventos corporativos, com fatos envolvendo as duas maiores companhias do Ibovespa, Petrobras (PETR3; PETR4) e Vale (VALE3; VALE5), além das companhias do empresário Eike Batista. A semana será marcada pelo última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano.
A semana começa com a temporada de resultados do terceiro trimestre para as empresas “x”, com a CCX Carvão (CCXC3) e a OSX Brasil (OSXB3) apresentando seus balanços na segunda-feira. Porém, o destaque mesmo deve ficar com a OGX Petróleo (OGXP3) e a MMX Mineração (MMXM3), ambas divulgando seus números da sexta-feira (29), após adiar a data pela segunda vez.
Apesar de não fazer mais parte do Ibovespa, o resultado da petrolífera é bastante aguardado já que seus dois adiamentos se devem à incorporação de informações sobre a própria recuperação judicial pedida no final de outubro. Ou seja, as informações financeiras da OGX devem trazer mais dados sobre o momento complicado pelo qual a empresa passa e pode explicar mais sobre o plano de recuperação dela.
Reunião do conselho da Petrobras adiado
Na noite da última quarta-feira, a Petrobras informou o mercado que adiou a reunião do Conselho da Administração – prevista para esta sexta-feira, 22 – para o próximo dia 29 de novembro. O encontro servirá para discutir sobre o novo mecanismo de reajuste de combustíveis da companhia.
De acordo com a petrolífera, a decisão foi tomada para aprofundar as discussões sobre o tema. Por outro lado, o jornal Folha de S. Paulo, há divergências graves entre o Ministério da Fazenda e a estatal, o que impossibilita a discussão para a criação do mecanismo de reajuste automático para gasolina e diesel.
A diretoria da empresa, liderada por Maria das Graças Foster, criou uma metodologia de reajuste automático, mas essa ainda não foi aprovada por Guido Mantega, ministro da Fazenda e presidente do conselho da companhia. Segundo o jornal, Mantega não teria gostado do modelo e pediu ajustes no mecanismo na reunião do conselho.
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De acordo com Adriano Moreno, analista da Futura Investimentos, o acontecimento fará as ações da estatal oscilarem bastante, para cima ou para baixo. “O que eu tenho certeza é que ela não irá andar de lado”, afirmou Moreno. Vale destacar, que por terem grande participação no Ibovespa – cerca de 12,5% -, essa forte movimentação antes da reunião pode ter forte impacto no índice como um todo.
Vale ainda destacar que nesta sexta-feira, ganhou força o rumor de que esta reunião pode ocorrer apenas após o dia 6 de dezembro, sendo que a companhia e o governo devem aguardar a divulgação da inflação do país.
Semana decisiva da Vale
Na terça-feira (26), as atenções do mercado ficam para outra das empresas com maior participação no benchmark da bolsa – cerca de 11% -, a Vale. Após ser adiado, é nesta data que ocorre o julgamento da disputa fiscal pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) envolvendo a mineradora e o governo sobre a questão da tributação de empresas controladas e coligadas.
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Além da reunião, a semana também marca o prazo final – no dia 29 – para que a companhia defina se irá aderir ao programa de parcelamento especial para débitos de controladas e coligadas, feito pelo Refis (Programa de Recuperação Fiscal). Para que a empresa participe do programa, é preciso que essa questão judicial seja encerrada. Para a equipe da XP Investimentos, o julgamento vem interferindo no desempenho das ações e é decisivo para o futuro da empresa.
Conforme destaca o analista do UBS entrevistado pela Bloomberg, Andreas Bokkenheuser, o julgamento para o próximo dia 26 representa uma “tábua de salvação” para a Vale, uma vez que dá espaço de tempo para definir se a companhia irá aderir ao Refis. Uma decisão favorável no STJ para a Vale daria mais poder de barganha em suas negociações fiscais futuras.
Selic e resultado fiscal chamam atenção
Entre os indicadores, o destaque no Brasil fica para a reunião do Copom, que ocorre na terça e na quarta-feira. É amplamente esperado pelo mercado que o governo deve mantes o ritmo de aperto e elevar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, elevando a taxa básica de juros para 10% ao ano nesta que é a última reunião de 2013.
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Segundo a equipe de análise da LCA, esse aperto da política monetária tem ocorrido em vista da piora no cenário econômico nacional, com queda no PIB (Produto Interno Bruto) e na resistência que a inflação tem mostrado em diminuir – fator esses que elevaram o pessimismo com o País à níveis recordes. Além disso, a recente desvalorização do real também pode ser fator importante para manter uma Selic mais alta.
Já a equipe da Rosenberg Associados destaca as divulgações dos indicadores fiscais de outubro, que ganharam destaque após o desastroso déficit primário em setembro. Para eles, o indicador deve trazer números menos assustadores desta vez. “A arrecadação federal, mesmo sazonalmente forte, registrou novo recorde para o mês, acima de R$ 100 bilhões em outubro. Com isso, aliado à sazonalidade moderada das despesas, esperamos superávit elevado em outubro de R$ 8 bilhões para o Resultado Primário do Governo Central”, afirmam.