Acordo sobre programa nuclear do Irã impulsiona bolsas europeias e asiáticas

O Irã e seis potências mundiais fecharam um acordo para limitar o programa nuclear do país, o que diminuiu o preço do petróleo e aumentou apetite por risco; Nikkei teve alta de 1,54%

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SÃO PAULO – As bolsas asiáticas e europeias registram, na manhã desta segunda-feira (25), ganhos em sua maior parte, em meio ao fechamento da última sexta-feira bastante animador nos Estados Unidos e pelo acordo sobre o programa nuclear no Irã, que levou à queda dos preços de petróleo.

O Irã e seis potências mundiais fecharam um acordo para limitar o programa nuclear do país, um estímulo para o crescimento econômico global que se manifestou em preços mais altos nas ações de Tóquio até Seul.

O acordo concede certo alívio ao Irã das sanções e é considerado um grande passo na direção de um tratado mais duradouro. Embora não será permitido ao Irã aumentar suas vendas de petróleo por seis meses, qualquer abrandamento das tensões no Oriente Médio tende a conduzir para preços de petróleo mais baixos.

Novamente, chamou atenção na Ásia os mercados japoneses, visto que uma queda no iene promete impulsionar as exportações e os lucros. O índice Nikkei avançou 1,54%, aos 15.619 pontos, após ter tido ganho de quase 11% em pouco mais de duas semanas. Com isso, o índice bateu os seus ganhos de seis meses. 

Mas com o dinheiro fluindo para ativos do mundo desenvolvido, os mercados emergentes não estão ganhando tanta atenção, o que levou o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão a não fazer avanços na semana passada.

Na China, por exemplo, o benchmark Shangai Composto teve queda de 0,5% e o Shenzen Composto encerrou a sessão perto da estabilidade. Por lá, destaque para a queda das ações do setor imobiliário, após uma reportagem da CCTV informar que 45 empresas do setor não pagaram um total de 3,8 trilhões de yuans em impostos sobre a valorização dos terrenos entre 2005 e 2012, enquanto as ações do setor energético tiveram baixas após a explosão de um oleoduto da Sinopec matar 52 pessoas e deixar 11 desaparecidas.

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Na outra ponta, os papéis do setor de defesa nacional subiram com as sinalizações de investimentos adicionais do governo, uma vez que a China anunciou uma nova zona de identificação aérea, reforçando os planos de Pequim para reivindicar algumas ilhas controladas pelo Japão.

Europa: queda de petrolíferas, alta de aéreas 
Na Europa, o acordo com o Irã também impulsionou as ações de alguns setores, como de aéreas, em meio às expectativas de combustíveis mais barato. IAG vê seus papéis subirem 3%, Air France-KLM vê alta de 2,9% nos ativos e os ativos da EasyJet tinham ganhos de 2,1%. Por outro lado, as ações de petrolíferas como BP, Shell e Total tinham queda de cerca de 0,5%. 

No Velho Continente, a Itália segue em foco, com o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi enfrentando uma votação no Senado na próxima quarta-feira que decidirá se ele será expulso da vida política do país por uma condenação de fraude fiscal. No domingo, o presidente Giorgio Napolitano rejeitou o pedido de perdão para Berlusconi.

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Já na Alemanha, Angela Merkel e os social-democratas entram numa semana decisiva de negociações para a formação da coalizão para o próximo governo.

(com Reuters) 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.