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SÃO PAULO – O Ibovespa tem uma sessão agitada nesta terça-feira (26). Após abrir com perdas em meio à queda da Petrobras (PETR3;PETR4), mas revertidas posteriormente com a recuperação dos bancos, o benchmark da bolsa volta a registrar perdas, e ainda mais fortes, seguindo os bons dados da economia norte-americana que sinalizam uma redução de estímulos por parte do Federal Reserve, a autoridade monetária dos EUA. Às 12h55 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava baixa de 1,20%, aos 51.634 pontos.
Em destaque, estão os números de autorizações para a construção de imóveis nos EUA, que tiveram o seu pico em cinco anos no mês de outubro, somando 1,034 milhão de pedidos e superando as expectativas do mercado. Já o Case-Shiller, que mostra a trajetória do preços das casas, mostrou um crescimento em linha com a expectativa dos analistas. O mercado aguarda pelos dados da confiança do consumidor.
A divulgação dos dados econômicos aumentou ainda mais as perdas das ações da Petrobras (PETR3;PETR4), que veem os seus ativos ON caírem 4,22% e os PNs, queda de 4,17%. De acordo com matéria do jornal Folha de S. Paulo, o governo estaria disposto a conceder reajuste de 5% para a gasolina e de 10% para o diesel, mas ainda há conflitos sobre a nova metodologia da companhia. As maiores perdas coincidiram com a fala do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que também é presidente do conselho da companhia, destacando que está sendo amadurecida uma modalidade e não uma fórmula para eventual reajuste de combustíveis.
Destaque ainda para o início do julgamento da tributação das companhias subsidiárias da Vale (VALE3;VALE5), no STJ (Superior Tribunal de Justiça); os ativos da companhia registram queda de 2,22% para os ativos ON e de 2,02% para os papéis PN, também intensificando as perdas.
Por outro lado, os bancos seguem em alta, em um movimento de recuperação. As instituições financeiras registraram fortes quedas nas última sessões em meio à expectativa pelo início do julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na próxima quarta-feira, sobre a correção das cadernetas de poupança. Nesta sessão, os ativos do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,51, +2,13%) Bradesco (BBDC3, R$ 33,60, +1,54%; BBDC4, R$ 30,69, +2,20%), Santander (SANB11, R$ 14,58, +0,69%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,28, +1,38%) registram ganhos; o setor bancário corresponde a cerca de 16% de participação no índice.
Ásia
Além dos dados dos EUA, o mercado se mostra mais cauteloso com o noticiário chinês sobre as reformas a serem implementadas no país pelo Partido Comunista. Conforme apontam analistas de mercado, as reformas demorarão a acontecer sendo que, a preocupação sobre o crescimento no curto prazo deve prevalecer.
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Nesta data, o presidente do banco central da China, Zhou Xiaochuan, destacou que o país irá contar com reformas baseadas no mercado para destravar novos motores de crescimento visando dar sustentação à economia, e não com políticas ultrafrouxas. Ele destacou ainda que o crescimento econômico da China está dentro de uma “faixa razoável” enquanto a inflação e o emprego permanecem em geral estáveis, conforme o governo busca mudanças estruturais.
Já no Japão, destaque para a ata da última reunião do Banco Central, que ressaltou que alguns membros da autoridade monetária buscaram no mês passado flexibilizar a meta de inflação do BC devido a preocupações quanto a riscos, tais como aumentos lentos no investimento empresarial e nos salários.
Na reunião de política de 31 de outubro, o BC informou em relatório bianual que os riscos à perspectiva econômica estão rigorosamente balanceados e que o Japão está fazendo progresso regular na direção de alcançar sua meta de inflação de 2% em aproximadamente dois anos.
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Dúvidas em relação ao Irã
As dúvidas referentes ao acordo com o Irã e sobre como ele se refletirá na oferta de petróleo deu lugar ao otimismo com os avanços na região e também gerou maior aversão ao risco às bolsas europeias, que também aproveitam o movimento para a realização de lucros.
Também em destaque, estão os depoimentos do BCE (Banco Central Europeu) e do BoE (Bank of England). De acordo com o integrante do BCE, Christian Noyer, a recuperação do euro é modesta, mas incontestável, destacando que a união bancária é um requisito essencial para a recuperação.