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SÃO PAULO – O ex-homem mais rico do Brasil pode estar se tornando agora o homem mais pobre do País, noticiou o jornal Folha de São Paulo neste domingo (1). Eike Batista já tem um patrimônio negativo em US$ 1,1 bilhões – contabilizando suas participações e dívidas.
O megaempresário contabiliza dívidas de US$ 3,5 bilhões de acordo com o Portal Bloomberg, ao passo que a sua participação nas suas empresas e outro bens agora é estimada de US$ 2,4 bilhões. Com isso, Eike se torna um “bilionário às avessas”, alguém que tem dívida superior ao patamar de US$ 1 bilhão.
Era essa fortuna que Eike tinha antes de entrar na bolsa, em 2006. Não é a maior perda da história: Masayoshi Son tinha US$ 76 bilhões em 2000 e viu sua fortuna encolher para US$ 1,1 bilhão pouco tempo depois – com o estouro da bolha das pontocom. Contudo, ao contrário de Eike, Masayoshi nunca ficou no negativo.
A situação de Eike não é nada fácil: a OGX Petróleo (OGXP3) e a OSX Brasil (OSXB3) estão em recuperação judicial e podem enfrentar um processo de falência caso assim desejem os credores – o que é improvável para a OGX, mas possível para a OSX – que tem ativos mais valiosos. A MMX Mineração (MMXM3) continua sangrando dinheiro e a CCX Carvão (CCXC3) vem sendo fatiada.
Outras duas empresas de Eike já mudaram de mãos. É o caso da LLX Logística (LLXL3), comprada pelo grupo norte-americano EIG, e a MPX Energia, que após ser transferida para os alemães da E.On, se chama Eneva (ENEV3). Para dar a volta por cima, as ações de Eike precisam voltar a subir – e, certamente, o megaempresário reza para que o Campo de Tubarão Martelo, que deverá entrar em produção em breve, seja o catalisador para isto.